2.9.05

Centésimo Quarto - É Muito Poesia, Fi.

Estou lendo muito poesia.
Tenho que parar um pouquim.
Estou me ouvindo nas palavras dos outros.
E as minhas eu nem encontro mais.
Vou começar a falar por citações.
E as minhas, cadê ?

"Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixei beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter porquê ?"

Paulo Leminski.

Centésimo Terceiro - Fortuna Crítica.

Não gosto de ser babado, mas não tem como evitar a inflação do ego com elogios vindos de quem a gente gosta.

Coloco só uma parte do depoimento da Mandinha, porque tô com preguiça de colocar todo - não, se copiar e colar estrambelha o post todim - e o resto ficaria ininteligível e eu teria que explicar a história toda.

Céus, eu realmente não dô pra escritor. Preguiçoso e otimista. Vou ficar no meu magistério e no amor que é o melhor que eu faço.

"Aprecio a tua capacidade de Amar e, assim, ser Amado."

Amanda Maron

Beijos.

1.9.05

Centésimo Segundo - Not Now.

Agora não é hora de escrever.

Centésimo Primeiro - De Mim E Daqueles Que Valem A Pena.

Faltou eu colocar o "Sexagésimo Segundo" nesse blog. E ele ficará para todo o sempre perdido.

Lendo meu blog de rabo a cabo, notei que evolui bem pouco. Muito menos do que achava que tinha melhorado. E fiquei triste. Mas me resignei. De volta à prancheta.

Postei umas três, ou duas, ou quatro poesias durante estes agora quatro meses de blogagem e me sinto bem com todas elas. Estão gravadas no meu HD, junto com as outras poucas que não estão aqui. Talvez ainda. Talvez nunca saiam do meu baú. Talvez profanem meus escritos e publiquem-nos em outro lugar que não aqui. Não que eu me incomode: o problema é se forem lidos. É perda de tempo. Tem palavras melhores por aí.

Recomendo - como sempre, os mesmos escritores de sempre - A Cecilinha, o Artur Eduardo Benevides, o Fernando Pessoa, o Rubem Alves, o Drummond, o Fábio Rocha, a Suyá Lóssio, a Carla Mirella, a Tatiana - desculpe, Tati, não sei teu sobrenome - A Ju, o Manoel Bandeira, o Soares Feitosa e o Caio Fernando Abreu. E o Octavio Paz ! Em espanhol mesmo ! Ah, e todas as mulheres linkadas neste blog. Todas elas merecem ter suas palavras lidas por você. Vai lá ! Chispa !

E prometo tentar parar de reclamar que não mereço ser lido. Você que está aqui ao menos tem que ter uma experiência legal, já que estou tomando teu fucking tempo.

^^.

Beijos.

Centésimo - Eu Quero Escrever !

Essas faltas do que falar, talvez esquecimento, são foda, ó. Vem tudo de uma vez e obriga a gente a falar sobre nada. E vai enrolando, e enrolando, e enrolando. Arriégua. Fico indignado.

E eu ainda tinha uma idéia mó legal pra fugir dessa crise - que nem é crise mesmo. E já me esqueci. Maldita memória.

Rapaz, o que era mesmo ?

Ah, sim ! Era algo assim.

Eu quero escrever, mas não agora. Quer dizer, eu quero escrever. Agora. Mas não dá pra escrever agora. Tenho que ler mais. E escrever mais. Pra só então escrever do jeito que eu quero. A minha escrita não é essa. Quer dizer, é. Mas não é. Ainda não é como ela vai ser, e ela vai ser de outro jeito - se deus quiser. Eu quero escrever como o Drummond, como o Rubem Alves, como a Cecilinha - principalmente como ela ! Deixa deus ! Obséquio ! - e como o Pessoa - esse eu num vou nem pedir: é abusar da paciência do todo-poderoso.

Ah, céus. A gente escreve e poeta, mas de que vale ? O Caio Fernando Abreu tinha essas crises poético-existenciais ? "Pra quê escrever se a escrita não muda nada ? Pra quê, se minhas palavras não vão mudar nada no Zaire ?"

Era algo assim. Daí o terapista dele - porque ele fazia terapia - alertava ele que "Não ! Não pare de escrever ! Quando os cientistas de 2010 forem fazer uma pesquisa sobre como as pessoas pensavam em tempos passados, eles não vão olhar pros outros cientistas: vão olhar pros escritores, ficcionistas, pros poetas. Vocês são os biógrafos a emoção."

Novamente, não foi exatamente o que ele disse, mas foi bem parecido. Na page do Caio Fernando tem bem explicadim. Ó o link:

http://caio.itgo.com/

Pronto. Disto isto tudo aí em cima, só me resta envelhecer e esperar a boa escrita chegar. Forçar num funciona. E eu só pego no tranco.

Beijos.

31.8.05

Nonagésimo Nono - Do Meu Dia.

Fiz a restauração dos meus dentes. Tirei o tártaro dum dente lá de trás. Vi o meu amor. Peguei minha carteira de estudante de volta. Entreguei a carta pro meu amor. Baixei o "Balls To Picasso", do Bruce Dickinson todim. Ah, e tomei o ovomaltine do Bob's. At last. Tardo, mas não falho.

Beijos.

30.8.05

Nonagésimo Oitavo - Das Roupas.

Não posso, terminantemente, de maneira nenhuma, sair de casa - aliás, nem em casa mesmo - vestir alguma roupa clara. Não sou eu. Me sinto mal, descolado dentro do meu corpo, é nojento. Deus me livre. Nunca mais coloco uma camisa azul clara e um calção marrom.

Ah, e calções também não são comigo. Prefiro calças longas e sapatos. Por mim, eu andava todo fechado. E com o cabelo arrumado. E a barba tirada.

Tenho que mudar meu perfil no orkut. Lá tem "Aparência: atraente." Onde, céus, eu estava com a cabeça ?

29.8.05

Nonagésimo Sétimo - Pelo Prazer Das Epígrafes.

Todas do meu xará, Caio Fernando Abreu.

"Sexo é na cabeça: você não consegue nunca. Sexo é só na imaginação. Você goza com aquilo que imagina que te dá o gozo, não com uma pessoa real, entendeu? Você goza sempre com o que tá na sua cabeça, não com quem tá na cama. Sexo é mentira, sexo é loucura, sexo é sozinho, boy."

"Todo esse pessoal da preto e cabelo arrepiadinho sorri pra você porque você é igual a eles. Se pintar uma festa, te dão um toque, mesmo sem te conhecer. Isso é rodar na roda, meu bem."

"Essa roda girando girando sem parar. Olha bem: quem roda nela? As mocinhas que querem casar, os mocinhos a fim de grana pra comprar um carro, os executivozinhos a fim de poder e dólares, os casais de saco cheio um do outro, mas segurando umas. Estar fora da roda é não segurar nenhuma, não querer nada."

"A gente teve uma hora que parecia que ia dar certo. Ia dar, ia dar. sabe quando vai dar? Pra vocês, nem isso. A gente teve a ilusão, mas vocês chegaram depois que mataram a ilusão da gente. Tava tudo morto quando você nasceu, boy, e eu já era puta velha."

"Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada."

http://caio.itgo.com/

Nonagésimo Sexto - Faça O Que Eu Digo, Não Faça O Que Eu Faço.

Lembrem-se, crianças:

"Antes de P e B, usem sempre M."

Nonagésimo Quinto - Deles.

Deve funcionar desse jeito: quem tem muitos amigos...Hum...

Eu simplesmente não entendo as pessoas que tem muitos amigos.

Eu tenho poucos. Deve ser a minha preguiça de socializar. Tenho menos ainda o que me veriam chorando. Menos ainda os que eu permitiria me verem chorando.

Reclamo para muitos. Me importo de reclamar para poucos. Fico de triste de reclamar para menos ainda.

Eu tenho amigos que gostam de mim. Tenho amigos com o senso de humor parecido com o meu. Tem outros que riem de coisas que eu não entendo. Tem outros que contam piadas muito grandes. Tem alguns que eu gosto de só ouvir ele falando e me deliciar, como um sorvete da Kibon.

Tem amigos que eu gosto de ter por perto. Tem amigos que eu faço questão que estejam comigo em alguns lugares. Somente um eu quero todo tempo, o tempo todo.

Não tenho irmãos de sangue. Cresci com meus primos. São meus irmãos. Não sei muita coisa sobre a vida dos meus amigos ou dos meus irmãos. Nem faço questão. Deveria fazer, mas - novamente - bate a minha preguiça de socialização. Isso já fechou e ainda vai fechar muitas portas pra mim.

Eu fico muito triste em não ter conhecido alguns amigos antes. Muito triste mesmo. São pessoas fantásticas, meu deus do céu e heaven ! Tem gente que merece ser amigo de todo mundo ! E deve ! Eu sou pessoa de poucos amigos: sou egocêntrico, sou sério, não sei conversar, não faço questão de conversar, gosto de silêncio, gosto de ler, gosto de escrever - tudo atividades solitárias. Gosto de acordar cedo, não faço questão de me alimentar bem, tenho cintura de mulher, beijo meus amigos, abraço eles - os que gostam e deixam - faço massagens horríveis, não sei dar conselhos e se começar a falar de mim, desenbesto, como agora. Desculpem.

Eu quero meus amigos, poucos. Se forem muitos, não vou saber organizá-los. Quero todos dentro da minha vida, que não é lá essas coisas de complicada. O nó tá em mim.

"O inferno são os outros."

Jean-Paul Sartre

São não, João. São não: São a gente. Eu e tu. Admite logo, daí mesmo do Além.

Beijos.

Nonagésimo Quarto - Por Mim, Eu Vivia Deitado Numa Rede.

Sempre que o escritor não tem nada para dizer, ele faz um metatexto.

Mas nem isso eu tô com saco de fazer.

Por mim, eu vivia de amor. Passava o dia no ócio, nem filosofar eu filosofava. Num estudava - só linguística textual - num fazia poesia: preguiça de escrever.

Eu queria viver numa rede, na praia. Na minha praia, é sempre de noite e o mar tá todo tempo tempo quebrando lá looonge. E o vento quando em vez sopra a rede pra lá e pra cá. E eu empurro com a ponta do pé o chão pra me balançar. Balançar eu e meu amor dentro da rede.

Não pode faltar o meu amor, óbvio: está mais do que implícito. É uma qualidade latente do meu ser já. Um dos pontos mais sub-reptícios da minha existência é meu amor e o meu amor.

Tem água potável - gelada e misturada - tem comida saudável, tem um bocado de porcaria pra comer. Tem amigos. Tem areia. Tem bebês fazendo caretas legais. Tem poetas, mas não sei se teria coragem suficiente pra apanhar algum escrito e ler: prefiro amar. Por mim, vivia de amor.
Por mim, vivia só eu e meu amor, vivendo de amor.

So good to be in love.
So good to love someone.
So good to be loved.
So good to just love.

28.8.05

Nonagésimo Terceiro - So Lick My Butt And Suck On My Balls !

McDonald's, fuck yeah !
Wal-Mart, fuck yeah !
The Gap, fuck yeah !
Baseball, fuck yeah !
NFL, fuck yeah !
Rock And Roll, fuck yeah !
The Internet, fuck yeah !
Slavery, fuck yeah !
Starbuck, fuck yeah !
Disneyworld, fuck yeah !
Porno, fuck yeah !
Valium, fuck yeah !
Reeboks, fuck yeah !
Fake Tits, fuck yeah !
Sushi, fuck yeah !
Taco Bell, fuck yeah !
Rodeos, fuck yeah !
Bed Bath And Beyond, fuck yeah !
Liberty, fuck yeah !
White Slips, fuck yeah !
The Alamo, fuck yeah !
Band-aids, fuck yeah !
Las Vegas, fuck yeah !
Christmas, fuck yeah !
Immigrants, fuck yeah !
Poppeye, fuck yeah !
Democrats, fuck yeah !
Republicans, fuck yeah !

27.8.05

Nonagésimo Segundo - Artur Eduardo Benevides.

É oficial: estou viciado no poeta nordestino do título. Bicho fuderônico de mais de bom de metro. Ó só a terceira parte - minha preferida até agora - do "Da Poesia" dele.

"3.

Todo poema é triste. E sobreexiste
para que os plenilúnios banhem os infortúnios
e Dionisos recrie perdidos paraísos
ou o inesperado
não doa qual visão da sombra do enforcado."

A poesia prepara a gente pra vida.
A poesia conforta a vida da gente.
A poesia ativa o nosso conhecimento declarativo, e lembre a gente daquilo que ainda não foi.

Besos.

Nonagésimo Primeiro - Fala, Garcia Lorca.

Diz que chegaram pro Federico Garcia Lorca - que eu ainda nunca li - e pediram pra ele falar de poesia. Ele estendeu as duas mãos abertas e soltou:

"Yo no puedo, yo no sé hablar sobre poesia.
Yo la tengo aqui en mis manos, sé que está
Quemando mi piel, pero no lo sé o que és."

Nonagésimo - Das Comunidades No Orkut.

Saí de um mói das minhas comunidades no orkut. Sou uma pessoa organizada.

Se deus deixar, vou ser um excelente professor de português.
Se o meu amor deixar, vou continuar amando o meu amor.

Beijos, peoples.
Beijos.

25.8.05

Octogésimo Nono - Bem Me Queres.

O Drummond falou da terra dele. Sei pra quê. Num gosto nem um pouco da minha cidade, nem do meu estado, nem do meu país.

O povo é gente fina.

.^.^.

Ah ! E Caio = Poetry, music and some laughs.

24.8.05

Octogésimo Oitavo - Me Perdoem.

Desculpem, eu não sei o que faço reclamando, tendo alguém pra me abraçar. Desculpem.

Octogésimo Sexto - Sai De Mim, Eu Mesmo.

Eu não quero mais eu mesmo.
Eu quero uma lágrima, mas não a minha.
Eu quero um desejo, mas não o meu.
Eu quero uma música, mas não sobre mim.
Eu não me quero mais.
Eu me conformo.
Eu me resigno.
Eu só falo de mim.
Eu só falo daquilo que eu sei.
Eu sou covarde.
Não me quero mais. Não pra mim.
Não me desejo pra ninguém.
Deus me livre de mim.
Por favor.

Octogésimo Quinto - Saiam, Saiam ! Corram ! Salvem Suas Almas !

Eu não sei pra quê eu escrevo. Perder tempo me lendo e perder o tempo - pouco tempo - que se tem pra ler o Pessoa, o Rubem Alves, o Airton Monte, a Cecilinha, o Drummond, a Hilda Hilst, o Soares Feitosa, o Manoel - Manel ! - Bandeira, meu povo.

Parem de me ler, por obséquio. Para o bem de vocês. Vão fazer algo com as suas vistas, melhor que gastar em mim que não falo de amor como o Drummond, que não tenho a poesia didática do Rubem Alves, que não tenho o leveza do Airton Monte, não tenho a habilidade poética nem o exercício da prática de nenhum deles. Não sou poeta, acima de tudo. Só quero ser. Não tenho qualquer coisa da Hilda em mim, não tenho os maravilhosos surtos de inspiração do Soares e não vou nem falar do Manoel. Nem do Pessoa.

Deus livre vocês das minhas palavras. Deus sabe que não vou parar de escrever aqui: corro perigo de surtar ou ter um AVC, que deus me livre. Então corram, meus caros, corram, vocês que me lêem ! Corram para os garanhões ! Não precisam de um jumento batizado quando se tem um cavalo de corrida profissional, bem tratado, de raça, bons dentes !

Por tudo que é mais sagrado ! Ainda estás aqui, criatura ! Vai-te embora ! Vai de ré ! Vai ler, vai estudar, vai ver um filme, vai se masturbar, vai masturbar alguém, vai transar, vai fumar, vai beber, vai usar drogas, vai fazer um fanzine, vai acreditar em ti que é o melhor que tu faz ! Subescrita deve morrer ilegida. E eu nem sei se essa palavra existe.

Octogésimo Quarto - Dos Meus Desejos.

Eu não quero mais minha
angústia
que eu não sei de onde vem.

Eu quero a minha saudade - aquela ausência que está em mim.
Eu sei de onde ela vem,
E dou graças aos céus por ter
saudade
e ser capaz de sentir
saudade.

Eu não quero minha raiva: dá úlcera.
Eu não quero fazer prova: quem precisa saber se eu sei sou somente eu mesmo.

Eu quero não precisar reclamar: ouvido dos outros não é penico pra eu urinar minhas reclamações.

Eu quero um abraço.
Bem fortão.
Pra apertar pra fora a minha angústia besta.

Eu quero escrever poesia,
Mas não poesia pra extravasar.
Verbalizar minhas preocupações eu verbalizo em outro canto.
A minha poesia eu quero que seja
boa e gostosa
De ler.
Como é a do Rubem Alves,
Do Drummond,
Do Pessoa e
Da Cecilinha.
E ainda o Airton Monte.
Eu quero tanta coisa, meu deus.
Tanta coisa.
Não queria querer tanta coisa,
Desejar demais é viver de menos, infelizmente.
Olha aí: melancolia já apareceu.
Esquece isso: desejar demais é ter motivos para viver.
E viver é
Bom.
Bom demais.
Os mortos que me perdoem,
Mas viveza é essencial.
E poesia idem.

Octogésimo Terceiro - Conclusões.

Eu odeio a UECE.
Eu odeio os professores da UECE, menos a Jesus.
Eu odeio a administração da UECE.
Eu odeio a administração do CH.
Eu odeio meu curso de Letras.
Eu odeio quem cagou o pau no meu curso de Letras.
Eu odeio quem diz que o meu curso de Letras é bom.
Eu odeio a coordenação do meu curso de Letras.
Eu odeio quem gosta do meu curso de Letras.
Eu sempre vou levar uma marca de ódio, cólera e ressentimento pela Teoria da Literatura.
Eu sempre vou sentir o mais belo e profundo ódio pelo meu professor de Teoria da Literatura.

Enfim, eu devia ter feito UFC.
E eu odeio quem me diz que me avisou.

Vão todos se fuderem e me deixem só com meus botões e meu amor. Tudo que me importa. Ah, e deus também.

23.8.05

Octogésimo Segundo - Prostituta Linguística.

Puta que porra. Vou ter que me transvestir de prostituta linguística pra passar. Vão se fuder todos os fukcing professores universitários.

Eat my shit.

01. Conceito de "mimese" em Platão e Aristóteles.

Aí, pegando TUDO que os dois filósofos falaram sobre a mimese - segundo o professor que não sabe NADA de filosofia - Platão falou sobre seu conceito que dividia o universo em mundo sensível e mundo das idéias. Este mundo das idéias é onde estavam os ARQUÉTIPOS - termo JUNGIANO, PEOPLE ! PLATÃO NUNCA FALOU EM ARQUÉTIPOS ! - que seriam os objetos reais, enquanto que, no mundo sensível, existiriam apenas as imagens falsas, as projeções, como num espelho. As imitações das verdadeiras coisas do mundo das idéias. Platão falou - again, segundo o professor que é burro e não sabe ensinar - que a Arte é uma mentira, porque ela é imitação das imitações do mundo das idéias.

Aristóteles, ao contrário, dizia que o artista, através de uma técnica, representava, e não imitava, a realidade. O filósofo, além deste conceito de mimese, trabalhou com a idéia de catarse. Compreendia-a como a purgação, a limpeza da alma, após o sujeito ter ido ao teatro e assistido uma peça trágica, onde ele sentia medo - pelo que acontecia no palco, pelas situações temerosas que se apresentavam - e alívio, já que podia ver seus sentimentos serem externalizados pelos atores. A catarse seria esse alívio, que seria uma das características do pensamento aristotélico.

Pronto. Falei, falei e não disse nada. "Falou em Aristóteles, você tem que falar em catarse !" Vá se foder, porra ! A questão não pede isso !

Affe, tenho paciência de postar as outras respostas não. Vá se foder.

E LEITOR DÁ SENTIDO AO FUCKING TEXTO, PORRA ! VAI LER UM LIVRO INTEIRO !

Octogésimo Primeiro - Algo De Eu.

Mais uma coisa sobre mim: sou consistente e gosto de ler cartas.

Beijos.

21.8.05

Octogésimo - Me Desculpem.

Eu nunca comi/bebi Ovomaltine.
Nem sabia que isso existia.

O que é, afinal ? É tipo um mousse ? É assim que se escreve múci ?

Num sei onde vende.
Sei que tem gosto de chocolate.

Septuagésimo Nono - Poeta Criança.

A poesia não pode ser levada a sério. Agora eu me toquei. O Drummond falava que ela tinha que ser trabalhada. Sim, mas não levada a sério. Você não vai se matar pela poesia.

Aliás, até vai. É uma forma - uma das grandes - de expressar seu amor por algo: dar sua vida. Morrer por um ideal é muito bonito, ainda mais se for pra morrer pela poesia.

Mas poesia não é trabalho. Poesia não se paga pra fazer, poeta não é proletariado, o trabalho não é alienado. Deus nos livre e guarde de ser ! Deus me livre de algum dia receber pra fazer poesia ! Receber pela poesia, tudo bem. Dinheiro é dinheiro. Agora, receber para produzir poesia, nã. Me desculpe. Dinheiro não vale a minha alma.

Alma de poeta ainda. Poeta criança. Que poeta pouco.

Alma de poetisa é melhor. A mulher sempre sabe falar melhor o que o homem não sabe articular através desse sistema de signos do Saussure.

Septuagésimo Oitavo - Desisto, Senhor.

Tão ruim ficar segurando a pieguice, senhoras e senhores. Melhor estravasá-la. Mas não o farei por minhas palavras, prefiro deixar o Baleiro falar por mim.

Ah, e eu também sou um bobão nojento e piegas. A diferença é que eu não falo muito. ^^.

"Comigo

Você vai comigo aonde eu for
Você vai bem se vem comigo
Serei teu amigo e teu bem
Fica bem mas fica só comigo

Quando o sol se vai a lua amarela
Fica colada no céu cheia de estrela
Se essa lua fosse minha
Ninguém chegava perto dela
A não ser eu e você
Ah, eu pagava pra ver
Nós dois num cavalo de ogum
Nós juntos parecendo um

Na lua, na rua, na nasa, em casa
Brasa da boca de um dragão."

Zeca Baleiro

Ah, meu amor, e o poeta sem um pedaço de papel ! Lua que dá até pra ver São Jorge é bom demais !

Beijos.

Septuagésimo Sétimo - Rubem, Rubem, Meu Velho.

Vala me Cristo redentor.

Dito isto, passemos à religião. ^^.

Ah, como é bom ouvir - porque ler é dizer em voz alta o que está escrito, saiba disso - o que o Rubem Alves fala sobre o sentido da vida e esta religião nossa.

"O sentido da vida é um sentimento."

Sabe quando você está com alguém e tudo parece certo naquele instante, embora você saiba que existem problemas imediatos na sua vida ? Você sente a certeza do momento e a beleza do sentido da vida, quando ele lhe toca, com a mão da esperança.

A questão é se acreditamos nesse sentimento existencial. Claro. Pois tudo que podemos fazer é acreditar. Deus existe ? Não sei, responde o padre. Mas eu desejo muito que ele exista. Daí eu pego esse meu desejo e coloco minha vida nele. Isso é a religião. Não é ter a certeza de Deus: é sentir e acreditar nessa certeza.

Beijos.

19.8.05

Septuagésimo Sexto - Carlos e Rubens.

Não entendo o porquê do Drummond ver o amor dessa forma dele.

Ah, e Rubem Alves continua o homi. "O Que É Religião ?", dele. Fantárdigo.

17.8.05

Septuagésimo Quinto - Da Liberdade Do Pessoa.

"Toda a verdade do mundo

Tão bom ter que estudar
e ter um abraço pra não deixar."

CMR.

16.8.05

Septuagésimo Quarto - De Uma Coisa Que O Saussure Disse.

O Saussure disse um bocado de coisa. Disse que o signo é arbitrário. Disse que langue é um sistema de signos. Disse que debaixo do discurso poético existe um outro discurso, que age na cabeça do leitor.

Ele também disse que os signos se definem pelo que eles NÃO são.

Se eu digo gato, você não vai pensar num computador. Você vai pensar naquele animal peludo, felino e tal.

Por quê diabos ele disse isso ? Quer dizer que toda vez que alguém diz algo, a gente compara com todas as outras palavras que a gente conhece até chegar a conclusão de que "é, não é nenhuma dessas, então deve ser essa." ?

Yup. A gente faz isso mesmo. Não é a mente algo simplesmente filho da puta de fantástico ?

Septuagésimo Terceiro - Do Signo II.

O signo tem duas caras - como o vilão do Batman:

O significante e o significado.

A imagem acústica e o conceito. O som psíquico e a idéia.

Muito bem. Significado é bem simples, mas tem um negócio.

Existem o conceito e o referente, beleza ? Referente é o "a quem se refere."

Conceito é a idéia. Referente é o a quem essa idéia se refere. O conceito é imaterial, o referente é material.

Existe o conceito de gato e existe o a quem esse conceito de gato se refere.

Logicamente, o conceito de gato se refere ao gato animal, com quatro patas, rabo, bigodes, orelhas levantadas, corpo esguio, sobe nos muros, mia, olhos que brilham no escuro e tal e tal.

Belesma de baunilha.

Muito bem. Estas são as "propriedades" do signo. Aqueles negócios que tornam o signo diferente das outras coisas que não são signos. Aquilo que - em linguagem filosófica - "torna um signo um signo."

Em tempo, signo é sinônimo - tem o significado parecido - de "sinal", de "símbolo."

Septuagésimo Segundo - Do Signo I.

Seguinte, meu caro pupilo.

Existe um conceito, uma categoria linguística, chamada de "signo". Ele não possui existência material. Você não pode pegar no signo. Ele é "imaterial".

Agora, o signo tem um negócio chamado de "imagem acústica". Essa "imagem acústica" é uma das duas características dele - a outra é o significado do signo.

Imagem acústica: é a imagem que fazemos do som em nosso cérebro.

Ora, mas aí eu digo "Som é ouvido, não é visto ! Como ver a imagem do som ?"

O que acontece é que o signo tem um pacto com o nosso cérebro. Um pacto para tornar a nossa comunicação e a nossa linguagem mais eficientes.

Por exemplo, se eu - que nasci e vivi em Fortaleza - digo "titia" com o T chiado e o meu irmão que mora no rio Grande do Norte e foi criado lá diz "titia" com a língua pegando no céu da boca, todo mundo vai entender que nós estamos falando da mesma pessoa: a irmã da nossa mãe ou do nosso pai.

Embora a pronúncia seja diferente, a imagem acústica que nós formamos do signo "titia" permanece em nosso cérebro. Ela não é o significado, cuidado ! Significado é conceito - a quem o signo se refere - imagem acústica é som psíquico - como o som do signo se manifesta no nosso cérebro e lembra a gente do conceito associado àquele som.

Complicado, mas Linguística é legal por isso. ^^.

Septuagésimo Primeiro - Gal E Tom.

Ah, que quando tem prova eu não gosto.

Tem prova de Teoria da Literatura.
Tem prova de Semântica e Pragmática.
Tem prova de Latim.
Tem prova de Teorias Linguísticas.
Tem prova de Produção Textual em Língua Portuguesa.

Eu preciso daquele beijo do Jobim. Tem que ser beijado pela Gal Costa.

15.8.05

Septuagésimo - De ouvidos e bocas.

Seguinte.
Existem dois tipo de pessoas: os ouvidos, que ouvem; as bocas, que bocam. Quem é boca, pode ser ouvido, quem é ouvido pode bocar. Não são categorias excludentes, são categorizações dialéticas da alma.
Quem é ouvido, ouve. Ah ! E existem as vocações ! Lógico ! Tem gente que é como o Príncipe Charles e nasceu pra ser ouvido. Mas divago. Quem é ouvido - voltando - ouve. Ouve reclamações, ouve pedidos, ouve perguntas, ouve respostas, ouve comentários, ouve poesia, ouve lágrimas, ouve soluços, ouve histórias, ouve outros ouvidos. Mas ouvido é ouvido, meu caro. E não fala. Quem dá conselho é boca.
Quem boca, quem possui a habilidade/vocação para a bocagem, boca e se sente bem ao bocar. Boca, logicamente, aos ouvidos. Bem simples. Boca da vida, boca da morte, boca das entrelinhas, boca dos amores - como bocam as bocas sobre o amores, meu deus ! - bocam de desenhos, bocam da família, bocam de cachinhos, bocam das melenas. Bocam sobre outras bocas que não param de bocar. Mas não é hipocrisia. todo mundo precisa bocar aqui e ali, pelo menos. Não tem ouvido que aguente ser ouvido vinte e quatro horas, sete dias por semana - até nos fucking domingos ! Céus !
O importante é saber que existe um - ou mais - ouvido só pra você, te esperando, aguardando suas bocagens. Podem até ser escassas, mas, ah, como é bom ser boca pra quem gosta de ser ouvido, meu caro. Como é bom.

Sexagésimo Nono - Do Drummond.

Comprei uma Antologia Poética dele. Ainda não li toda, mas este é um dos melhores dele. Rubem Alves cita que dá nojo. Ó só.

Ausência

Por muito tempo achei que ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, esse ausência assimilada,
ninguém rouba mais de mim.

Fantástico, Drummond. Absolutamente.

Sexagésimo Oitavo - Pessoa, Pessoa.

Você quer entender poesia ? Quer entender textos ? Quer entender segmentos linguísticos permeados de coerência ? Quer entender os signos semióticos ? Pois leia a "Nota Preliminar" do "Mensagem", transcrito por este escriba.
Transcrito é porra. Vou colocar o URL e você vai lá no Jornal olhar. Mais negócio. Menos dedos.

14.8.05

Sexagésimo Sétimo - A Sorte Do Orkut.

Sorte de hoje:
Você tem um novo negócio importante em fase de desenvolvimento
Valeu, orkut. Mais uma vez, você acertou.
Tem coisas que eu só consigo fazer sozinho.
Ler, escrever.
Só essas duas. Pensar e beijar dá pra fazer em duetos. ^^.

Sexagésimo Sexto - The True Form Of Fucking Beauty.

"We are the true believers
It's our turn to show the worldI
n the fire of heavy metal we were burned
It's more than our religion it's the only way to live
But the enemies of metal we can't forgive"

- "The Gods Made Heavy Metal", do Manowar.

Isso é lindo, cara. Fucking true, fucking beautiful.

Sexagésimo Quinto - Daquilo Que É True. Bem Hail And Kill.

Todo mundo tem que ouvir Manowar.
Todo mundo tem que ler Rubem Alves.
Todo mundo tem que encontrar Seu Amor do nada no shopping aldeota, depois de uma tarde triste.
Todo mundo tem que ouvir heavy fukcing metal.
Todo mundo tem que ler Pessoa.
E Cecília.
E Chico.
E Airton.
E Carlos Augusto, porque o homi é o homi.
E zefiní.

12.8.05

Sexagésimo Quarto - Qualquer Coisa.

Peegunte a si mesmo se você precisa ser salvo.
Pergunte a si mesmo se você pode enfrentar esta vida sozinho.
Pergunte a si mesmo se você está nu e longe de casa.
Save me. Don't let me face my life alone.

10.8.05

Sexagésimo Terceiro - Daquilo Que Eu Preciso.

Eu preciso de um abraço bem egoísta. Só pra mim.
Sem culpa e sem remorso.
Eu quero poder ficar apertando até os dedos ficarem roxos.
É disso que eu preciso.

8.8.05

Sexagésimo Primeiro - Da Arte, Do Que Ela É.

Essa foi uma pesquisa que este blogueiro realizou no começo do ano. "O que é arte ?" é o questionamento e saí perguntando pra quem aparecia no meio da rua, no CH, no banheiro, na sala de aula.
Aproveitem. Tem respostas bem legais.
"O Que É Arte ?"
1. É a expressão da individualidade humana.
2. É aquilo que motiva o homem, desautomatiza-o, faz o homem pensar.
3. É uma maneira sensível de transmitir os sentimentos.
4. É a manifestação da minha abstração (subjetividade) do âmago da minha alma.
5. É a manifestação do pensamento humano, é a expressão do belo.
6. Sem definição.
7. É uma das formas de se expressar.
8. É a expressão do espírito.
9. É a representação da beleza na visão de uma pessoa, de um artista.
10. É a expressão do que está dentro de cada um.
11. É expressão.
12. é o meu pensamento.
13. Não sei.
14. É dizer uma coisa de uma jeito diferente.
15. É uma coisa boa e instrutiva pro homem.
16. É uma manifestação de um comportamento e da realidade interna ou externa ao artista.
17. É tudo, depende do que você pensa.
18. Não sei.
19. É uma forma de se expressar.
20. Não sei.
21. Tudo que a pessoa faz é arte.
22. Não sei.
23. Não há definição.
24. É a forma de expressar o que você é, o que os outros são e como você regae aos outros.
25. É algo criativo.
26. É uma forma de expressar o subjetivo.
27. É expressão.
28. É o dom.
29. É o que eu quero que seja.
30. Não sei.
31. É qualquer forma de expressão.
32. É algo que transcende sua alma para algo pleno.
33. É uma maneira de você expressar seus sentimentos.
34. É qualquer forma de expressar.
35. É a recriação do mundo sensível através de signos.
36. É uma forma de expressão.
37. É a expressão mais profunda de todos os nossos sentimentos.
38. É uma das manifestações do pensamento.
39. É a reinvenção da realidade pelo homem.
40. Não sei.
41. É a manifestação do belo.
42. É um dom natural e cultural que a pessoa tem de se expressar.
43. É qualquer maneira que você tem de se expressar.
44. É a expressão dos sentimentos do ser humano.
45. É o vômito dos sentimentos sem nenhum tipo de interesse (financeiro, persuasivo ou qualquer outro) a não ser o interesse expressivo.
46. É a expressão de uma idéia de uma autor ou de um grupo de pessoas, perpassada pela estética.
47. É tudo que te leva apensar.
48. É toda forma de expressão do homem a qual quer passar uma informação.
49. É a capacidade de transmitir o belo.
50. Qualquer coisa é arte, depende da visão de cada um.
51. É uma pessoa que sabe fazer alguma coisa, como artesanato.
52.É a forma do homem extravasar o que há de mais interior nele, que ele não pode, normalmente, por causa da repressão social.
53. É representar parte de você de maneira extraordinária, não comum.
54. Reproduzir a beleza do universo - sendo que a beleza seria a ordem da realidade - feita através da intuição.
55. É você, é o homem.
56. É algo que tira o homem do cotidiano, que permite que ele abstraia o trabalho mais com a sensibilidade.
57. É a externalização dos sentimentos mais inerentes da psique humana, em forma de expressão das mais variadas vertentes.
58. Não sei.
59. É a capacidade criativa do ser humano.
60. É um dissílabo.
61. Não sei.
62. É a expressão cultural de um povo.
63. É a vida.
64. Não sei.
65. É toda expressão da natureza humana, da essência.
66. Não sei.
67. É uma manifestação da criatividade humana.
68. É um dom que cada pessoa tem, dado por Deus, para vivermos conforme esse talento e o usarmos para sobreviver.
69. É uma amostra do contexto histórico social e econômico.
70. É cultura.
71. É tudo aquilo que eu adquiro através do conhecimento como filmes, pesquisas, conhecimentos gerais; é cultura.
72. Não tem a menor idéia.
73. É trabalho.
74. É viver.
75. É arte.
76. É cultura.
77. É um impulso humano, o ser humano é naturalmente propenso à arte.
78. É o coral.
79. É a construção de mundos que não existem, mas que estão em estreita relação com o nosso.
80. É um culto religioso sem religião.
81. Manifestação dos sentimentos humanos através de "uma" linguagem universal.
82. Manifestação dos sentimentos, críticas, idéias abstratas dentre outros.
83. "A minha Arte é a Biologia."
84. A técnica em todas as atividades praticadas pelo homem.
85. É expressão.
86. É um tipo de expressão, tem de ser feita para si mesmo.
87. Não sei.
88. Não sei.
89. Não sei.
90. não sei.
91. É a manifestação do sentimento através da palavra.
92. É aquilo que a pessoa faz com criatividade, com imaginação.
93. Não sei.
94. É uma obra artística.
95. É uma forma de transmissão de sentimentos.
96. O que eu acho bonito.
97. É tudo que você faz que tenha beleza; beleza: tudo que lhe agrada os olhos.
98. Arte é tudo aquilo que o homemusa para se expressar sobre qualquer coisa.
99. É tudo aquilo que instrui, educa e embeleza a vida.
100. Não tem resposta para isso ! Afinal, é a visão de cada um.
101. Expressão do chakra, ki ou cosmo de cada um. (minha preferida.)
102. É uma maneira de descrever o que você pensa.
103. É toda forma de expresão, com objetivo, mesmo que esse objetivo seja não ter obejtivo.
104. É um retrato interior de uma pessoa.
105. É uma das formas de expressão.
106. Não tem definição.
107. É um conceito cultural e mutável.
108. É a arte.
109. É qualquer construção humana baseada numa técnica determinada.
110. Expressão da subjetividade humana, dentro de uma certa estética.
111. É algo queimpressione os sentidos, que chame a atenção.
112. É a tua vida.
113. É uma maneira ideal de fazer alguma coisa.
114. É a realização de obras e projetos com satisfação espiritual, pessoal e coletiva. A Arte é, portanto, a habilidade, independente do seu nível de graduação, de realizar e, assim, realizar-se, realizando.
115. A expressão da cultura de uma sociedade.
116. Éa expressão maior da sensibilidade do indivíduo.
117. É a expressão de um sentimento.
Acabou, affe ! Trabalhão pra escrever todas. E ainda teve um bocado que respondeu "era o que eu fazia quando menino que o meu pai brigava" e ainda teve uma interessante: cheguei para o vigia do CH da UECE e perguntei a ele a pergunta maldita.
"Sou vigia."
"Mas, sim, o que é arte ?" insisiti.
"Não, não. Sou vigia."
E fui-me embora.

Sexagésimo - Ai, meu pai ! Uma rede !

Os comunistas querem o comunismo.
Os empresários querem o capitalismo.
Os democratas querem a democracia.
O Rubem Alves quer um jardim.
Eu quero uma rede. Com um ventim. Não pode ser brisa, nem furacão: tem que ser ventim. Ventim bom. Tem que ser - além de ventim - bom.

7.8.05

Quinquagésimo Nono - Causo.

Macho.
Diz que estava voltando eu e minha mãe pra casa. Daí começamos a sentir cheiro de gasolina. Puta que pariu.
"É dentro do carro ?"
"Snif. Acho que é."
"Vala me deus."
Daí, depois de um tempo, um senhor parou na nossa frente e olhou o cano de escapamento dele, que estava todo tronxo.
"Ah, vinha do carro da frente. Graças a deus."
Mas diz aí que o bicho num começou a sair fumaça ?
"Sai ! Sai ! Sai !"
Daí as duas crianças e o senhor chisparam do veículo, mas o velho ainda tentava desligar a lataria. Um Palio, eu acho. Só não tão velho quando seu dono.
Aí começou a putaria. Era as crianças falando que "Eu vi ! Explodiu e saiu fumaça !"
Daí o bicho espocou e todo mundo saiu de perto. Pegaram os extintores dos outros carros - que o pobre do homem, coitado, seu carro não tinha nenhum - e eu "Vala me deus, mamãe ! Deixa eu pegar o daqui !" Mas ela "Nããããõ ! Jeito nenhum !"
Daí um cara - graças aos céus - apareceu pedindo encarecidamente que a gente desse o nosso - pequeno, por sinal - extintor. Eu nem sabia como tirava, mas era só uma tira que prendia, daí foi fácil, mas no sufoco, a gente perde 25 % das nossas funções motoras.
Daí foi uma chuva de fumaça branca do caralho de massa ! O extintor da gente acabou num instante e nem deu pra apagar o carro, que papocou de novo ! Aí a galera começou a jogar água na frente e todo mundo olhando e - por incrível e inacreditável que possa parecer - eu não me lembro de ninguém buzinando. Impressionante.
O sinal abriu e fechou umas três vezes.
"Mamãe, passa logo ! O bicho num vai explodir não !"
Não explodiu. Graças aos céus.

Quinquagésimo Oitavo - Piada IV.

Diz que a mulher ligou pro hospital gritando desesperada.
- Alô ?
- Doutor, me ajuda, pelo amor de Deus ! Meu filho ! O ouvido dele estourou e tá saindo pus direto !
- Tá certo. A senhora não mexa, que senão só vai piorar. Nada de cotonete, nada de água, nada de lavar, que o menino pode ficar moco. Pra criança, só Tylenol já basta, pra passar a dor.
Meia-hora depois, a mãe liga de novo.
- Doutor ! Me ajuda ! Já pinguei 20 vezes no ouvido do menino e a dor não passa !
True Story. Really.

Quinquagésimo Sétimo - New Glasses, Baby.

Incrível como a gente encontra algo que faz sentido nos lugares mais inusitados e impensáveis.
Recebi esse e-mail de um amigo meu.
Ops. Apaguei sem querer. ^^".
Faz mal não. Estou de óculos novo e conteúdo para estudar.
O Paulo Freire disse - e eu sei porque o Camelo dizia isso tods aula - que a gente só aprende aquilo que nos dá prazer ou aquilo que leva ao prazer. Graças aos céus eu gosto de linguística e de literatura, se não eu já deveria ter me matado há algum tempo.
Caio out.

Quinquagésimo Sexto - Dos Vícios II.

Já falei de vícios. Nem me lembro o que escrevi. Nem porque.
O negócio é que fazem mal, mas vocês quer mais, porque faz bem.
Putz grila.

Quinquagésimo Quinto - Do Ouvido.

É a vocação pra ouvido. Entenda bem: não é talento. Talento se manifesta nem que você não queira. Vocação é potencialidade, dá pra fazer algo em que você é bom e gostar daquilo.
Ah, mas se for assim, "gostar daquilo", então não é "vocação" pra ouvido.
Mas deixemos assim. Entendível está.
Eu não acho ruim. Não me entenda mal: eu gosto. Adoro. Não vivo sem bocas. não vivo sem vozes. Dos outros. A minha cansa rápido e não fala muito. Fala o que não precisa ser dito e tenta dizer o que nem a poesia consegue dizer. A boca minha estpa obsoleta. O ouvido, a orelha, o tímpano, o labirinto e toda essa aparelhagem auditiva está funcionando a mil, vinte e quatro horas, sete dias por semana.
E não me entenda mal. Eu não me canso.
Aliás, canso sim. Mas eu sei que me canso. É diferente. Eu sei - geralmente - quando eu vou me cansar. Dá tempo de se preparar psicologicamente para a reposição de ouvido, quando se coloca um ouvido para ouvir as nossas. Mas daí o negócio é silencioso, sub-repitício, quase ilegal. Ouvido foi feito pra escutar. Ouvido não fala. Falar é crime.
Num tópico completamente contrário, ela ligou só pra perturbar. Graças a deus.

5.8.05

Quinquagésimo Quarto

Eu deveria ter colocado os tremas nos quinquagésimos dos títulos. Mas agora já foi. Dá muito trabalho editar posts.
Rubem Alves continua sendo o homem.
Tristania e Kreator. Poder.
Vou passar em Teorias Linguísticas e Semântica e Pragmática. Que bom.
"Porque metal é evolução."

- Manel
Out que tenho de escrever uma crônica.

3.8.05

Quinquagésimo Terceiro - Pensamentos Sincrônicos, Diacrônicos, Xiitas E Sexuais.

Eu quero fazer sexo com o "Coesão e Coerência Textuais." E olha que o livro é teórico. Porra de livro das coxonas gostosas de ler.
E como eu não o maior exemplo de monogamia do mundo, também anseio pelo "Aula de Português". Teórico. Padrão ? Não me importo. ^^.
Rubem Alves - está confirmado - é um dos homens. Ele tá junto dos grandes frasistas - quem faz frases legais - como o Millôr, o Oscar, o Glauco e o Mustaine.
O Garfield não. Essse tá num nível muito superior.
Nem os caras do Monty Python. Eles também estão num outro level psíquico de mentalidade subjetiva.
Lembrete: o Eric Idle - a mãe do Brian em "A Vida de Brian" - NÃO é o Gene Wilder - o Willy Wonka na "Fábrica" original. Beleza.
Débito em conta cai na hora na conta ou não, porra ? Maldito cartão de crédito. Odeio ter que assinar aquele papelzim e ter dinheiro que não posso usar no banco. Raios duplos.

31.7.05

Quinquagésimo Segundo - Daquilo Que Jamais Será Dito, Somente Escrito. Ámem.

Eu preciso de um ouvido, senhor. Por tudo que é mais sagrado nesse universo: um ouvido. É tudo que lhe peço.

Quinquagésimo Primeiro - Useiro Na Derrotitude, Vezeiro Na Vicissitude.

"A sorumbaticidade do Dia de Deus imiscui-se e encarna nestas entranhas novamente. Há luas que não subjetivava a maldita, mas sua natureza sub-repítica fez-me maior que meu regojizo latente. Não a via avizinhar-se, e quando notei sua sombra projetada, tive vontade de arrancar meu couro.
Mas proclamo palavras vãs e dicionarizadas ! Não prezo o fato de outrem frugarem minha aura taciturna. Prefiro-a latente em meus tutanos do que estampada na boca de algúem ou nos discursos de alguém.
Meus sentimentos são meus. De ninguém mais."
Ora mais. Seja culpa da noite de domingo, seja culpa daqueles que são culpados, seja culpa minha - que não é - o que importa e exporta é o sentimento real de felicidade que eu gostaria de sentir quando ele se vai pela porta.
Nunca a alegria fez-se tão necessária nesta fácil e idiótica passagem - pode- até ser que sim, mas eu não lembraria.
Eu preciso do sorriso. De verdade. Não meu. Eu preciso - não tanto como preciso de água ou sangue ou um fígado, mas ele se faz necessário.
Se não agora, quando ?

28.7.05

Quinquagésimo - 100 Coisas Sobre Mim.

Eu vi isso num blog americano. Muito legal. Se bem que a mulher era louca varrida, mas eu farei meu melhor.
1. Eu sempre morei em Fortaleza.
2. Eu nem sempre quis fazer Letras.
3. Eu costumava jogar muito mais videogames.
4. Eu já misturei bebidas numa noite.
5. Eu tenho uma ferida no meu dedão que nunca sarou.
6. Eu nunca tive uma namorada.
7. Eu não gosto de praia.
8. Eu gosto de mar.
9. Eu gosto de água.
10. Eu sou viciado em café, coca-cola e chope de vinho - e outras bebidas.
11. Eu sei beijar.
12. Eu demorei pra beijar.
13. Eu nunca transei.
14. Eu nunca fumei ativamente.
15. Eu já fui queixado quando menor.
16. Eu - recentemente - comprei uma coleção de oito fitas VHS do Garfield e Cia.
17. Eu já desloquei um braço e uma perna - duas vezes.
18. Eu já fiquei sem cortar o cabelo por dois anos.
19. Uma ou duas pessoas - não me lembro direito - já disseram que me amavam.
20. Eu tenho miopia e astigmatismo.
21. Eu já passei no vestibular.
22. Eu odeio provas.
23. Eu tenho muitas manias.
24. Eu jogo RPG.
25. Eu sou bem paciente, quando necessário.
26. Eu toco baixo, mas não tão bem quanto eu gostaria.
27. Eu sou viciado em sitcons americanos.
28. Eu assistia "Sai De Baixo" e gostava.
29. Eu já usei um terno.
30. Eu gostaria de morar na Inglaterra.
31. Eu já fiz meu primo chorar atirando areia nos olhos dele com um cano.
32. Eu já chorei. Várias vezes.
33. Eu já segurei a caganeira dentro do ônibus.
34. Eu já bebi cerveja. E não gostei.
35. Eu já furei a orelha três vezes. Nas três, inflamou.
36. O primeiro show que eu assisti foi o do Angra, lá no Ceará Music de uns dois anos, acho.
37. Eu assisto animes.
38. Eu sou heterossexual, com ressalvas.
39. Eu tenho cavas no pé.
40. Meu filme preferido é "A Nova Onda Do Imperador", mas pode mudar.
41. Eu tento falar o que penso. Nem sempre consigo.
42. Eu tenho disposição para ir à qualquer lugar que me chamarem.
43. Eu não tenho pena de gastar dinheiro.
44. Eu não dou esmolas facilmente.
45. Eu não sou tão ignorante quanto me faço passar.
46. Eu não tão egocêntrico quanto me faço passar.
47. Eu escrevo MUITO isso aqui: "^^."
48. Eu sei dizer "eu te amo" em alemão, inglês, japonês e francês.
49. Eu digo muito "Eu te amo" pras pessoas.
50. Meu pé é tamanho 38.
51. Eu meço 1,67 +-.
52. Da primeira vez que andei de ônibus, eu esperei no ponto errado.
53. Eu acredito em Deus.
54. Eu não vou à missa. Só de Sétimo Dia.
55. Eu já fui num enterro de um parente próximo, mas não chorei.
56. Eu tenho rinite alérgica.
57. Eu já tentei escrever três livros. Não terminei nenhum.
58. Eu desenho. Ruim.
59. Eu escrevo. Bem.
60. Não fico bêbado facilmente.
61. Eu ia me chamar "Vinícius."
62. Eu tenho uma cicatriz no meu cotovelo esquerdo.
63. Eu tenho um pedacinho de ferro no meu cotovelo esquerdo.
64. Eu tenho cintura de mulher.
65. Eu já andei do Campus do Itaperi até a 13 de Maio.
66. Eu já dei aulas de gramática.
67. Eu não terminei de ler "Crime e Castigo", mas cheguei no meio.
68. Eu terminei de ler "1984".
69. Eu já quase me afoguei na mesma praia três vezes.
70. Eu sou viciado em Todynho.
71. Eu tenho trauma com geléia de mocotó.
72. Eu já consegui três milhões no "Tony Hawak Pro Skater's 2."
73. Eu rôo as unhas.
74. Não uso barba.
75. Eu já usei costeletas.
76. Eu tenho o mesmo travesseiro desde a minha infância - 7, 8, 9 10 anos.
77. Eu me masturbo demais.
78. Eu sei fazer massagem.
79. Minha mãe é homofóbica. Eu não.
80. Eu tinha um relógio de brinquedo amarelo quando era BEM menor.
81. Eu fiz um book de 15 anos.
82. Na maioria das vezes, eu tenho o peido silencioso e fedorento.
83. Eu já me caguei nas calças.
84. Eu sou tímido.
85. Eu não sei assobiar.
86. Eu tenho uma vida fácil e sem grandes loucuras.
87. Eu quero mudar minha vida.
88. Eu gosto de rótulos.
89. Eu tenho dificuldade para lembrar das coisas.
90. Quando eu era menor, fingia que estava dormindo quando meus pais entravam no quarto.
91. Eu nunca ouvi meus pais transando enquanto fingia que dormia.
92. Eu já ouvi meus pais transando.
93. Eu já passei cola.
94. Eu não tenho certeza, mas acho que nunca colei.
95. Eu já pesquei.
96. Eu adoro cultura inútil.
97. A primeira música de metal que eu ouvi foi "Carry On", do Angra, baixada no Morpheus.
98. Não me lembro de quem foi meu primeiro amigo.
99. Eu chorava quando não queria ficar na escola.
100. Tem coisas sobre mim que não coloquei aqui.
Demorei pra terminar, mas tá aí.

25.7.05

Quadragésimo Nono - Metal, Resoluções E Latim.

Judas Priest continua legal. "Unleashed In The East" é foda, e olha que eu não conhecia nenhuma música do álbum. Por isso que eu gosto de ao vivo, e o "The Best Of", só que BOM.
Esse é o post de hoje, que não deveria ser, já que eu postei um ontem, pensando que era hoje, mas não era - ainda faltavam alguns minutos. Então é bem provável que eu caia num metadiscurso airtonmonteano, mas eu vou fazer o possível para evitar isso. é papo de quem não tem o que dizer, e ninguém gosta de perceber que a sua existência é vazia, especialmente após ter passado a noite sem a companhia do travesseiro, da rede e do barulho aconchegante do armador.
Range, range, range, range.
Última semana de férias. Maldição.
Coisas à fazer para retomar a vida de universitário estudioso:
1. Dormir cedo.
2. Acordar cedo.
3. Não dar moral aos professores.
4. Ser arrogante.
5. Estudar.
Ah, claro, e passar nas cadeiras, o que é algo simplesmente impóssivel de fazer. Perdi a apostila de Latim e não prestei atenção nas aulas.
Não gosto desses posts que falam sobre a gente. Sempre saem muito grandes. Posts devem ser pequenos, concisos, gostosos de ler, não intimidadores que nem uma Sociedade Do Anel ou um Casa-Grande & Senzala.
Devem ser pequenos como um encarte de álbum.
Muito bem. Vou cumprir minha promessa. Sem código recaindo sobre si mesmo.
Me out.

24.7.05

Quadragésimo Oitavo - Single Novo, Filme Novo, Sorvete Novo, Mas Ruim.

Caralho ! Esse novo single do Stratovarius tá móito foda ! "Maniac Dance", ou algo assim, só sei que tá pesado ! Mais pesado do que eles geralmente fazem ! E isso É BOM ! Aparentemente, alguns meses na clínica fizeram bem ao Mr. Tolkki.
Ah, e:
1."The Grinch" é legal, mas podia ser mais.
2."The Lion King 3 - Hakuna Matata !" é muito show. O melhor dos três.
3."Alladin" continua espetacular. Mas CÉUS ! como era mal-feito.
Ah, e sabe aquelas comidas que quando entram na sua boca é tem gosto bom, depois vai mudando até que se torna amargo e ruim ? Picolé Pardal, cagado e cuspido. Literalmente. Ô porra ruim.
Nada supera a minha Kibon.

Quadragésimo Sétimo - A Magia Da Poesia, Blog E Vestibular.

"A MAGIA DA POESIA
A magia da poesia
é encher a lua vazia,
aproximar o tempo distante,
chorar nos ombros da alegria,
eternizar um mínimo instante."
Fábio Rocha.
Esse cara eu conheço faz um tempinho. Aliás, perdão. Eu conheço o trabalho dele. Ele mesmo eu nunca vi mais gordo. Sempre gostei muito da poesia dele, e nem me lembro mais porque parei de ir no blog/site dele.
Ah, foi porque o vestibular me tolheu todas as liberdades. Oh, well. Back to life.
Engraçado. O blogger mudou a língua sem eu mexer em nada. Não que seja um problema, mas - ainda assim - não deixa de ser engraçado.

Quadragésimo Sexto - Nada A Dizer, Ferreira Gullar e Poema Inundado.

Eu sinto que tenho que postar algo agora, mas não tenho nada novo a dizer, e se não tenho nada novo a dizer, então é melhor não dizer nada e fechar a matraca.
Aliás, essa mania de fazer coisa nova eu peguei do Ferreira Gullar, depois de ler uma entrevista fuderanônica dele no Jornal da Poesia.
Ele fala lá de um bocado de gente, mete o pau em deus e no mundo e nos concretistas, que ele diz "não serem poetas". Mas isso falando do Décio Pignatari e de um dos irmãos de Campos lá, não me lembro qual. Um dos irmãos de Campos é poeta e o outro não, mas o que É poeta foi um talento disperdiçado, porque só traduzia. Algo assim.
"A poesia não tem função. A única função dela é emocionar."
Eu não concordo com isso, mas não me lembro do porquê agora. Mas isso já fez sentido pra mim, certa vez, afinal, quem disse foi o Mr. Goulart - ele mudou o nome depois.
Ele disse que, teve uma vez, no porão da casa de num sei quem, num sei aonde, ele e mais alguém lá fizeram um poema: você entrava no porão e tinha umas caixas - ele descrevendo é horrível, nunca entendi - e você ia desmontando até que chegava uma hora que as caixas acabavam e sobrava só uma. Quando você levantava ela, tinha escrito em baixo "infância"...Não, desculpa, acabei de checar. A palavra era "Rejuvenesça."
Daí, choveu e inundou tudo.
^^".

23.7.05

Quadragésimo Quinto - Parece Uma Pausa, Mas Não Deve Ser.

Eu me lembro que quando era pequeno, sonhava com guerra e ficava triste. Mas tudo bem, a gente cresce e supera os traumas que surgem. Beleza.
Mas não é possível deixar de notar o quanto a gente enxerga a gente mesmo nos outros, mesmo que nunca tenha falado de traumas, nem de guerra.
É muito escutar. Sou bom nisso. Escuto bem. Claro que algumas vezes eu pergunto "Ãh ?" ou "O quê ?", mas esse é o preço que se tem de pagar para usufruir do heavy metal perto dos tímpanos.
Tem gente que merece que os outros fiquem surdos. Não ser ouvido é um trauma muito fodônico de se resolver.
Boa noite.

22.7.05

Quadragésimo Quarto - Piada III.

O paraguaio chega, coloca o cara na parede e diz:
- Cabrón. Soy paraguayo. Estoy aqui para matarte.
- Para o quê ?
- Paraguayo.

Quadragésimo Segundo - Piada II.

O índio entra no Congresso.

- Eu só quero os meus direitos !
- E os esquerdos ?
- Ãh ?
- Vossa senhoria não gostaria de alguns esquerdos também, afinal vir lá da Amazônia só para pedir seus direitos parece um tanto quanto inócuo.
- Eu quero registrar que concordo com o que vossa senhoria acabou de dizer: esquerdos são essenciais.
- Não ! Mas peraí ! Eu não disse que esquerdos são essenciais ! O que eu quis dizer...Sugerir, na verdade, é que o companheiro imigrante...
- Ele também é um brasileiro !
- Eu concordo com vossa senhoria, mas se eu pudesse...
- Isso é discriminação contra o verdadeiro habitante deste país ! Vossa senhoria é racista !
- Mas nunca que eu fui discortês com o presente representante dos habitantes da floresta amazônica, vossa senhoria !
- Eles não moram numa floresta, senador ! Ao contrário do que vossa senhoria possa pensar, eles moram em casas construídas...
- Ocas ! Não são casas !
- Mas isso é outra história !
- Pois eu acho que é relevante !
- Mas, vossa senhoria, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa ! O debate se essas pessoas moram em casas ou ocas parece-me um tanto quanto longe do que eu queria expressar.
- Eu gostaria de pedir aos senhores senadores que escutassem a visita...
- Se nós resolvêssemos logo esse debate das casas e das ocas, daí poderíamos...
- Mas não tem debate !
- Como não ? Estamos debatendo agora mesmo !
- Não estamos debantendo isso, o que eu quero dizer...
- Pois eu sei o que vossa excelência vai falar...
- Vossa senhoria não pode roubar o direito de outrem de se expressar ! Isso é facismo !
- Vossa excelência, gostaria de registrar que nunca tive simpatia por qualquer tipo de regime nazista, neo-nazista, facista ou fundamentalista de qualquer sorte.
- Mas ninguém falou em fundamentalismo nesta casa...Até agora !
- O que vossa senhoria está insinuando ?!
- O que vossa senhoria sabe dos múltiplos atentados que estão ocorrendo no Reino Unido ?
- Inglaterra.
- Que seja !
- Vossa excelência ! Vossa senhoria acaba de quebrar o protocolo desta casa, faltando com o necessário decoro parlamentar ! Gostaria que houvesse algum tipo de ação da sua parte !
- A queixa de vossa senhoria está anotada e será processada pela mesa.
- E os atentados ?!
- Vossa excelência vai deixar que uma ação vilipendiosa e decrépita de tal sorte sorte passe impune ?! Eu não aceito isso ! De jeito nenhum ! Vou me retirar desta casa nesse momento e gostaria que meus companheiros me acompanhassem !
Daí, todos os senadores foram embora.
Fin.

Quadragésimo Primeiro - Piada I

Um homem entra num restaurante.
- Bom dia.
- Como ?
- Eu disse "bom dia."
- Por que ?
- Como assim "por que" ?
- Por que você disse "bom dia" ? Eu digo "bom dia". Eu sou a garçom.
- Garçonete.
- O quê ?
- Você é a garçonete.
- O que você quer dizer com isso ?
- Não, nada, é que...
- Então porque eu sou uma simples garçonete, tenho que aguentar seus bom dias ?! É isso que está tentando dizer, senhor "eu-vivo-corrigindo-as-pessoas" ?! Ãh ?!
- Eu acho melhor ir pra outro...
- Aaaah...Agora ele prefere ir pra outro ! Só porque a mucama não obedeceu a cada comando, ele tem que "ir pra outro" ! Pois o senhor pode ir chispando, ou eu chamo a polícia !
- Mas eu...
- Bom dia, senhor !
- Mas...
- Eu disse "BOM DIA" !

Daí, os agentes da Abin atacaram o estabelecimento achando que ocorria um ataque terrorista em pequena escala. Nenhum mulçumano ou pessoa de barba grossa e preta foi encontrada no local, mas quando os bombeiros perguntaram à garçonete se ela estava bem, ela respondeu:
- Estou bem são meus ovos, porra !
- Mas a senhorita não tem ov...
- O quê ?! Não tenho o quê ?! Ãh ?! ÃH ?!
- ...Lesões corporais ! Está intacta ! Beleza pura !
Em cinco minutos, todas as pessoas haviam deixado o local e a garçom foi atacada por um raio.
Fin.

Quadragésimo - Do Ato De Beber E Das Suas Consequências Giroscópicas.

Quando beber, não gire a cabeça muito rápido: você vai cair.

Quando beber, não se preocupe em andar batendo nas coisas: vai acontecer.

Quando beber, se lembre de quem você é e de onde você está: é fácil perder a noção de espaço.

Quando beber, beba perto de um local onde o mijo possa ser executado: você vai precisar.

Quando beber, beba junto de alguém: especialmente se você quebrou os óculos e está CEGO.

Quando beber, lembre-se de que sempre se pode msiturar algo com a vodca: só a vodca é álcool puro.

Quando beber, lembre-se de NÃO beber de uma vez qualquer bebida: a sua garganta irá ficar dormente e você não vai poder terminar a dose por um bom tempo.

Quando beber, lembre-se de que uma dose não é - repito "NÃO É" - um copinho pequeno: e maior do que aqueles copos de requeijão. Cuidado com as doses.

Quando beber, tente ficar sentado o máximo possível: vai não querer sair batendo nas coisas.

Quando beber, lembre-se de que BEBER É CARO.

Bom porre.

21.7.05

Trigésimo Nono - Deles, Que Merecem Tanto.

Eu nem sabia que existia esse "dia do amigo". Porra de frescura fresca.

Olh-á ! Quebrei meu óculos no mei-ô ! 120 contos pra consertar ! Olh-á !

Domingooo...LEEEEGAAAAAAL !

Para todos que merecem silêncio, agradecido por terem nascido e tentem demorar um pouquim pra morrer, would ya ?

Ah, putz fazia tanto tempo que eu não ia pra praia. Foi bom comer carangueijo novamente depois de eras. Tomar banho de mar. Ficar com marca de camisa. Foda.

Bom dias merecem silêncio. Eles também.

19.7.05

Trigésimo Oitavo - Daquilo Que Não Importa.

O mundo já tem problemas demais. Pra que os meus.

17.7.05

Trigésimo Sétimo - Dos Vícios.

Tô viciado em baixar álbuns inteiros pelo Soulseek.
Tô viciado em conversar pelo MSN.
Tô viciado nos meus amigos.
Tô viciado em assistir filmes com comentários.
Tô viciado em assistir os extras dos filmes.
Tô viciado em Naruto Adventure Hero 2.
Tô viciado na PIXAR e nos filmes da PIXAR.
Tô viciado em Heavy Metal.
Tô viciado em conversar com mulheres sem pudor.
Tô viciado em previews de qualquer coisa.
Tô viciado em Orkut.
Tô viciado em ficar sozinho em casa.
Tô viciado em passsar o dia dormindo.
Tô viciado - meu deus - em beijar e ser beijado.

16.7.05

Trigésimo Sexto - Aqui Dentro.

"Olha a poesia voando lá em cima !"
"Porra, tá muito alto ! Buceta !"
"Pula aí, macho. Dá pra alcançar !"
"Dá é porra ! Esse caralho tá muito longe !"
"Ah, então vai te fuder, macho !"
"Vai tu, seu porra !"
Fin.

15.7.05

Trigésimo Quinto - Vixe, morreu.

Morreu. Ah, mas não se preocupe, não, meu filho, que foi morte boa, bem morrida. Morreu pensando na vida, nos amores, nas crianças, naquele suco de laranja que tomava aqui em casa toda quarta-feira. Só coisa boa.
Ele estava deitado lá dentro, no quarto, quando pediu uma aguinha para mim. Claro, meu filho, nesse minuto. Chispei pra cozinha e enchi um copo com a água que tava no congelador - tinha colocado hoje de manhã, sei como ele gosta - e levei para ele. Ele bebeu até o final. Brigado, mãe. Shuu... Descansa, meu filho, descansa que amanhã a gente vai no centro fazer o mercantil do mês. Tá bom, mãe. Tá bem.
Daí, de manhã, o nojento amanheceu morto ! Ora mais ! Sem se despedir da mãe, isso lá é coisa que se faça ? Ah, mas eu não estou com raiva, não. Aquela criatura tava feliz, dava pra ver no nariz dele. Ele chamava "Mãe..." e abria e fechava as narinas - depois começava a rir, caia na gargalhada. Eu nunca gostei quando ele fazia isso, é muito estranho, parece que o nariz vai saltar fora, mas era só ele fazer isso que tava feliz.
Ah, meu deus desse céu lá em cima, como é bom a gente ter certeza das coisas, meu deus. É bom demais.
Mãe, vamos pra missa. O carro chegou.
Tô indo minha filha, tô indo agora.
Falando com quem ?
Nada não, minha filha. Conversa de velha.

13.7.05

Trigésimo Quarto - De Como Mário Quintana Era Um Sádico.

Velha História

Era uma vez um homem que estava pescando, Maria. Até que apanhou um peixinho ! Mas o peixinho era tão pequenininho e inocente, e tinha um azulado tão indescritível nas escamas, que o homem ficou com pena. e retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com iodo a garganta do coitadinho. Depois guardou-o no bolso traseiro das calças, para que o animalzinho sarasse no quente. E desde então, ficaram inseparáveis. Aonde o homem ia, o peixinho o acompanhava, a trote, que nem um cachorrinho. Pelas calçadas. Pelos elevadores. Pelo café. Como era tocante vê-los no "17" ! - o homem, grave, de preto, com uma das mãos segurando a xícara de fumegante moca, com a outra lendo o jornal, com a outra fumando, com a outra cuidando do peixinho, enquanto este, silencioso e levemente melancólico, tomava laranjada por um canudinho especial...

Ora, um dia o homem e o peixinho passeavam à margem do rio onde o segundo dos dois fora pescado. E eis que os olhos do primeiro se encheram de lágrimas. E disse o homem ao peixinho:

"Não, não me assiste o direito de te guardar comigo. Por que roubar-te por mais tempo ao carinho do teu pai, da tua mãe, dos teus irmãozinhos, da tua tia solteira ? Não, não e não ! Volta para o seio da tua família. E viva eu cá na terra sempre triste !..."

Dito isso, verteu copioso pranto e, desviando o rosto, atirou o peixinho n'água. E a água fez redemoinho, que foi serenando, serenando... até que o peixinho morreu afogado...

Mário Quintana

Trigésimo Terceiro - Do Papel Ofício De Escrever.

Ele é muito bom. Uma página em branco sempre é um bom lugar para começar a orgnizar as idéias. E elas - deus sabe - tem de ser organizadas.

O Rubem Alves disse "literatura é vagabundagem." Tem um autor de Teoria da Literatura - René Welleck - que escreveu - mais ou menos assim - que não se pode deixar de lado a parte brincalhona da literatura, mas também não se pode depreciar seu lado de ofício, de labuta, de processo criativo trabalhoso.

Isso tá no "Teoria da Literatura e Metodologia dos Estudos Literários" - título que, aliás, os autores consideram curto. É um cu.

Eu só consigo me lembrar de dois autores agora: A senhora Meireles e o Soares Feitosa. Ela, depois que publicava as poesias dela no jornal, não mexia mais. O Soares Feitosa, ele, escreve de inspiração, quase como o Chico Xavier. Psicografando.

E eu gosto dos dois. Então, o problema é com eles, que "não trabalham a poesia", ou é com o autor ? Ou é comigo, que leio os três e não entendo metade ?

Eu digo que é com o autor. Não leiam René Welleck. Não leiam Austin Warren. Leiam Terry Eagleton. Ele vale a pena.

12.7.05

Trigésimo Segundo - De mim, para você.

Eu quero agradecer por exisitirem pessoas por aí que são como eu.
Que quando começam a escrever, desembestam.
Que não sabem o quanto são felizes.
Que não sabem o quanto podem ser felizes se mudarem poucos hábitos.
Que tem medo. Muito medo.
Que tem nojo de coisas bonitinhas e fofinhas.
E que gostam de Metal !
Graças a Satan que existem pessoas assim como eu, que sou quase como você.
Só que um pouquinho melhor.

10.7.05

Trigésimo Primeiro - Fuderasaficamente fuderoso.

Fuderosófico. Fuderônico. Fuderávico. Fudásticular.
Playstation 2: 1.200 reais.
Naruto Adventure Hero 2: 35 reais.
Jogar sete horas seguidas até não conseguir mais mover os dedos: Não tem preço.

8.7.05

Trigésimo - De Como Ela Deixa De Ser E Como Ela Continua Sendo.

"Decepção
Nessa confluência de interesses
Âmago de desejos infundados
Rabiscos soltos na mente
Emaranhado novelo de lã
Envolve, enrosca, confunde
Contunde, embriaga, escarnece
Sangue feérico sem sabor
Droga alucinógena que
Não esclarece os sentidos
Os cinco desejos que são esquecidos
Escondidos e enterrados
Na loucura voluptuosa da raiva!
Rosto em chamas e
Peito em pedaços, no chão
Desejo de dizer sim
Vontade de cuspir não."
Rebeca Xavier
Saudade do tempo que eu poetava assim. Eu acho que dei o caderno pra alguém, mas a poesia imatura deve ficar imatura.
Quando eu via poesia antes, eu achava que os poetas eram bando de doidos boêmios, que passavam o dia voando, escrevendo sobre qualquer tampa de bueiro que viam na rua e saia algo poético.
Daí eu descobri que o Olavo Bilac era servidor público, que nem o meu pai.
Interessante como basta pouco pra gente não acreditar em alguma coisa.

6.7.05

Vigésimo Nono - Sangue Na Boca.

Ou "Tudo Que Sempre Quis Na Vida Foi Verdade."
Tudo que sempre quis na vida foi verdade, e algumas vezes até conseguiu, mas não foi o suficiente. Todas as verdades que já encontrara não eram tão reais quanto ele achava que seriam. Elas não tinham a lógica necessária ou o respaldo científico do qual precisava. Elas não eram as melhores, mais as aceitou assim mesmo, imperfeitas, como pessoa resignada que era.

Tudo na sua vida baseava-se no trinômio: resignação, adaptação e repressão, como qualquer boa alma adaptada á sociedade. Acordava, vivia, nunca se machucava: era precavido. Não havia cicatrizes, não havia marcas, não havia sinais, não havia resquícios daquela tarde em que caiu da bicicleta quando seu pai tirou as rodinhas e não lhe avisou. Ele nem se lembrava direito. Devia ser mentira, afinal não havia marcas para provar. Nada.

Tudo mais era branco. Tudo mais era branco demais. Tudo mais era branco demais para acordar. Tudo mais era branco demais para acordar e não se machucar. Resolveu se machucar. Sangue na boca, no travesseiro, no colchão, no chão. Nada.

5.7.05

Vigésimo Oitavo - Daquilo Que É Importante.

4 horas de Naruto Adventure Heroes 2 na Locadora/Lan House, meu caro. Só quem tem espírito de criança - que é melhor do que qualquer outro - aguenta. Jogo impossível de enjoar. Jogue, porra. Vá se divertir como se ainda fosse 1994.

4.7.05

Vigésimo Sétimo - Daquilo Que é Comprovado Empiricamente.

Falo muito palavrão.
Sou a melhor pessoa do mundo.
E faço bem às pessoas.

3.7.05

Vigésimo Sexto - Depois, meu caro, depois.

Depois do show: dor de pescoço, rouquidão e surdez.
Depois de acordar: Prova de português e conhecimentos gerais.
Depois de descer do Borges de Melo: RPG e McDuplo.

1.7.05

Vigésimo Quinto - De Como Jesus Era Um Cara Legal.

O cara só andava de galera.
O cara bebia vinho.
E ainda falava com as raparigas ?!
Gente fina.