25.9.05

Centésimo Qüinquagésimo Quarto - Baby, baby, baby.

Preocupado.

Não por mim.

Centésimo Qüinquagésimo Terceiro - Aulas.

Amanhã começam as aulas, baby. Passei em todas as cadeiras, algumas pelo NEF - recuperação. Belesma. Minhas cadeiras deste segundo semestre na minha faculdadezinha das letras:

Morfossintaxe da língua portuguesa.
Fonologia da língua portuguesa - que, aliás, é a primeira de amanhã.
Sociolingüística.
Literatura comparada.
E literatura brasileira: conto.

Estudei nestas parcas semanas de férias ? Claro que não, ora minhas bolas. Amei muito. Amei muito, e só agora percebi o quanto me fez bem. Se bem que já antes estava percebendo o quanto é bom pertencer àlguém, o quanto é bom cuidar de alguém, cuidarem de você, dormir junto, abraçado. Graças aos céus que não fui inventar de estudar !

^^.

Gastar meu tempo estudando ? Nam. Procure, leitor, aquele poema do Pessoa, que ele explica como é bom ter um livro e não ler. Você vai entender o que eu estou dizendo, se não estiver sendo claro agora. O que eu acho difícil, a não ser que o caro leitor tenho algum sério problema de cognição.

Beijos.

Centésimo Qüinquagésimo Segundo - Do Orkut.

Um tal de Carlos Andrada entrou nos meus scraps e deixou o seguinte recado:

"Olá, sou novo no Orkut, quero ser seu amigo. Conheça meu blog onde eu tenho meu diário virtual: http://www.uniblog.com.br . Lá você também pode criar o seu e divulgar suas idéias e pensamentos. (65573)"

Daí, eu, ao ver o profile do dito cujo, percebi que o infame tem 177 scraps ! Ou até mais ! Só de gente perguntando "quem é tu ?", "se tu é novo no orkut, porque não escreve um profile ?" e "como tu tem tanto amigo ?"

Essas coisas.

Mas o que me intrigou foi ele mencionar que é blogueiro. Rapaz, quando ele me mostrou o endereço, prontamente abri uma nova aba do meu Mozilla Firefox 1.0.6 (foda-se IE !) e então:

"Crie seu blog em três passos rápidos e fáceis !" Em letras garrafais !

Juro como a tentação foi grande.

Criar outro blog. Sim, adoraria. Morreria de paixão. Atualizaria todo dia, como este, que manda 24 horas por dias, 7 dias e meio por semana mandar as pessoas se fuderem. Mas por quê ? Para quê ? Com qual motivo ? O que me levaria a escrever em outro canto o que eu escrevo aqui todo fucking santo dia ? Céus, seria muita esculhambação ! Mais um blog !

Eu quero um motivo. Já vinha namorando essa idéia de fazer outro diário virtual - que nunca é bem um diário - há algum tempo. Me falta somente o motivo. Unzinho. E o outro tomará forma.

Beijos bloguistas.

24.9.05

Centésimo Qüinquagésimo Primeiro - Não tenho nada para escrever.

Retirei o pré-molar direito, mas isso eu já disse.
Não retirei a angústia da minha alma, mas isso eu também já disse.
Já disse que sou feito de palavras ?

Retrato

Sem rosto: palavras.
Sou sonho encarnado,
herdeiro do Verbo.
Sou matéria orgânica desenhada por linhas tortas.
E meus olhos são pouco mais que
opacos monossílabos.

CMR

Beijos inchados.

23.9.05

Centésimo Quinquagésimo - Suplício.

Duas horas de agonia. De suplício. De dor. De frio. De tremedeira. De "rrrrrrrr". De sangue.

Acabei de cuspir uns dois litros de sangue. Céus. Pareceu que eu tinha uma úlcera estourada no fucking estômago. Agora me preparar psicologicamente para as duas próximas semanas de.

Dor não é suficiente para o que vem. Desespero se aplica melhor.

Beijos ?

Centésimo Quadragésimo Nono - Ai, ai.

Tô sem saco de postar aqui. Tá de manhã, tem sol na minha cabeceira e já, já irei sair para fucking tirar meu outro pré-molar.

Se a médica disser que eu vou perder mais duas semanas de aula - ou o primeiro dia, o que é pior - me recuso a fazer a operação. Desmarca e remarca para dezembro, quando eu vou tá de férias.

E é bom que também adia meu exame - argh ! - de direção.

Céus. Só de pensar, já me dá um mal-estar.

Nada de beijos. Vou vomitar metaforicamente ali.

Centésimo Quadragésimo Oitavo - Outro blog, outro blogueiro, outro texto.

Encontrei a escritora no mundão do orkut. Abaixo, o belíssimo e verdadeiro texto. Logo após, o site - que ela não atualiza desde 10 de julho. ^^".

Gente que vale a pena ser lida na internet: sim, existimos.

Beijos.

"As palavras curam...

- Nunca pensastes que as palavras curam?
- Não imaginava que fizessem tanto...
- Elas são as lágrimas da alma, são o desague dos sentimentos mais profundos que habitam em ti.
- Eu não consigo pô-las para fora... eu só sei chorar...
- O choro são as lágrimas da carne, como queres desabafar as da alma senão falas o que sentes, o que queres?
- Nunca as pessoas compreenderiam os meus lamentos, os meus sofreres...
- Experimenta escrever, botando para fora tudo isto que te atravessa como lança, o peito. E não precisa mostrar aos outros o que escrevestes. Para teu espírito se libertar, basta que escrevas tudo o que sentistes, sentes e queres sentir. Não importa quantas folhas saiam. E depois guarda se queres no futuro voltar a ler e comparar aquilo que sentias ou queima se queres simplesmente deixar que os sentimentos se vão.
- Bom...
- Os seres humanos conversam para se curar, não é a toa que os amigos são os tesouros de suas vidas. Eles se escutam, aconselham e secam as lágrimas uns dos outros dando esperança. É por isso que desabafam, e depois se sentem aliviados. Suas almas ficam livres daqueles espinhos que foram lançados ao vento."

Ana Carolina

Blog desatualizado: um anjo Me disse.
Flog aparentemente atualizado: expressão constante.

22.9.05

Centésimo Quadragésimo Sétimo - Da Poesia.

- Faço poesia.
- Poesia ?
- Sim, poesia.
- De que tamanho ?
- Poemescos curtos e grandes.
- Poemúnculos ?
- E poemísculos.

Centésimo Quadragésimo Sexto - Machado & Capitu.

"Olhos de ressaca ? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca."

Dom Casmurro

Relei-o para resgastar minha alma. Perdera-se em meio aos milhares de paradidáticos do colégio nos tempos áureos em que se lanchava com um real. Agora tento compensar a pequenez dela relendo os clássicos perdidos. É bom, faz bem.

Beijos machadianos.

21.9.05

Centésimo Quadragésimo Quinto - Da onde, meu deus ?

- Da onde, minha mãe, que namorar todo dia enjoa ? A senhora, com todo o respeito devido, obviamente, nunca sequer sentiu o bafo da halitose do amor. E olha que o cheiro é fodônico, viu, progenitora minha ?

Enfim, faço jus ao nome do blog.

Ide fuder-vos, homens de mal ! Assim vos proclamo, assim seja feito ! Não em nome do pai, não em nome dos bons costumes, não em nome da moral, não em nome de nossa senhora. Deus sabe que esse povo tá muito ocupado com os próprios problemas.

E sede coerente em tuas poesias, babies ! Pelo amor de deus !

Beijos suplicantes.

Centésimo Quadragésimo Quarto - Olha que legal.

Dedicated to all the lonely people.

Beijos.

Centésimo Quadragésimo Terceiro - All the lonely people.

A todas as pessoas solitárias.

Não quero ser uma Eleanor Rigby.
Não quero ser um padre McKenzie.
Não quero ser uma ilha.
Não quero ser todo mundo.

Eu tenho medos. Tenho medo de ter medo.
Tenho medo de ter medo ser tudo que tenho.
Tenho medo de ser enterrado sozinho com meu nome.
Tenho medo de perder o meu passarinho de bronze.

Não ! Tudo menos meu passarinho de bronze !
Ele que me segura,
E sabe disso.
Mas, se todo eu
caísse nas costas dele,
a responsabilidade explodiria pelos tetos.
E meu passarinho também.
E, apesar de ser meu passarinho de bronze,
também ele tem problemas.
E eu luto e luto e luto
para tentar também ser
um passarinho de bronze para o meu.

Mas tudo que faço é chorar baixinho,
escondido,
segurando todos os gritos,
desesperado por não poder gritar,
atento se não vem ninguém,
silencioso,
nos afagos noturnos
do meu travesseiro:

"Cadê...o meu bebê ? Eu quero...o meu bebê..."

Centésimo Quadragésimo Segundo - This is your life.

1.Não consigo dormir no meu quarto. Nem com o ventilador. Deve ser porque me enrolo com a colcha da cama, e não com o lençol mesmo. Tentarei novamente.

2.Nada fucking melhor para acordar do que tacar o fucking AC / DC no Windows Media Player.

3.Tive sonhos com amigos. E com outras coisas que agora não me lembro.

4.Ah, e minha operação foi mudada para sexta-feira. Ou seja, vou ter que arranjar algum fator de cura para conseguir ir para a aula segunda.

5.Ah, também sonhei que não conseguia me matricular direito e não podia ir ver as aulas da faculdade. Deus me livre e guarde.

Por que ?

Porque, além de não ter o costume de escrever de manhã, aqui e ali eu fico sem assunto literário, e, sendo um isto aqui um blog, eu tenho a desculpa de falar de mim, da minha vida, e dos parcos acontecimentos que a permeiam, baby.

Um beijo. Só um.

20.9.05

Centésimo Quadragésimo Primeiro - Difícil escolher a preferida, mas poderia ser essa.

Deus sabe que não tenho o costume de postar letras de músicas. Acho que a última foi a do Megadeth. "Peace Sells."

Mas essa agora, além de ser uma das mais prazerosas de ouvir, é dos Beatles. Nada mais justificável.

"Eleanor Rigby

Oh, look at all the lonely people.

Eleanor Rigby picks up the rice in the church where a wedding has been
Lives in a dream.
Waits at the window, wearing the face that she keeps in a jar by the door
Who is it for ?

All the lonely people
Where do they all come from ?
All the lonely people
Where do all they belong ?

Father McKenzie writing the words of a sermon that no one will hear
No one cames near.
Look at him working. Darning his socks in the night when there's nobody there.
What does he care ?

All the lonely people
Where do they all come from ?
All the lonely people
Where do they all belong ?

Ah, look at all the lonely people

Eleanor Rigby died in the church and was buried along with her name.
Nobody came.
Father McKenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave.
No one was saved.

All the lonely people
Where do they all come from ?
All the lonely people
Where do they all belong ?"

John Lennon / Paul McCartney

19.9.05

Centésimo Quadragésimo - Ying, Yang, Tao. Essas Coisas.

Diz que ele chegou pra ela:

- Acreditas em deus ?
- Não.
- Na amizade ?
- Não.
- Na vida ? Na morte ?
- Não. Não.
- Tu me amas ?
- Não.
- Por que não ?
- Porque não é porque sim.

Beijos enigmáticos e brincalhões.

Centésimo Trigésimo Nono - Da Inevitabilidade.

Ganho um amigo ? Tá lascado então. Amigo telefona do nada - depois de séculos sem uma sílaba - para perguntar besteira, falar porcaria, não deixa recado, não passa informação, não chama para almoçar, não convida para beber.

Enfim.

Graças aos deuses que existem essas pessoas. Graças mesmo.

Beijos, meus amigos. Todos vocês.

18.9.05

Centésimo Trigésimo Oitavo - O Homem, Hoje.

Nóis só prova que possui colhões dentro do sexo, quando conseguimos fazer a nossa companheira gozar, falei ?

Isso quem disse - não com essas palavras - foi a palestrante do Café Filosófico.

Beijos televisivos.

17.9.05

Centésimo Trigésimo Sétimo - Cecilinha E Cruz E Souza.

Ah, que o negão estava fucking certo:

"Toda alma num cárcere anda presa!"

Cruz e Souza

Não que esses grilhões espirituais estejam se manifestando no meu corpo físico - não agora - mas toda alma está condenada a algo. Não sei o que é, e nem sei dizer - agora - qual tipo de pena estamos sofrendo- ou expiando - mas sei que estamos condenados, leitor.

E em verdade, vos digo: a brevidade é eterna. Tão grande e longa quanto nossa condenação.Mas não tanto quanto nossas faces que perdemos nesses espelhos por aí.

Beijos fugazes e cecilianos.

Centésimo Trigésimo Sexto - Que Não Me Desculpem.

Mas o Heavy Metal é, truly, a música com os fãs mais ardorosos e fiéis. Todos temos suas pedras no caminho. Pode-se evitar, mas nem mesmo o Metal conseguiu removê-las.

Oh, well. Back to bloging.

Centésimo Trigésimo Quinto - Balanço Da Minha Vida.

Tenho que melhorar.
Tenho que estabelecer metas imediatas.
Tenho que amar mais.
Tenho que me masturbar menos.
Tenho que escrever melhor.
Tenho que aumentar minha auto-estima.
Tenho que utilizar o aparelho fonador que deus me deu.
Tenho que ler a Bíblia.
Tenho que ler o resto da Trilogia da Maldição, do José Alcides Pinto.
Tenho que terminar de ler o Harry Potter and the Half-blood Prince.
Tenho que postar todo dia no meu blog. Posts de qualidade, acima de tudo.
Tenho que deixar de fazer promessas sem fucking sentido.

Beijos. Para mim, que sempre estou a precisar de beijos.

16.9.05

Centésimo Trigésimo Quarto - Mas Vai Demorar.

Escrevo porque sou um ignóbil em vias de morte e é só isso que sei fazer.

Centésimo Trigésimo Terceiro - Terminei De Ler "O Dragão", Do José Alcides Pinto.

Eu não aguento mais, meu deus.
Tá bom, já chega.
Não quero mais as minhas mãos,
nem meus dedos,
nem meu sangue ou
minha alma.

A minha alma, meu deus,
pequenina,
esquecida pela história - não vou nem falar da com H maiúsculo.
Não vale a pena.
Não quando a alma é pequena.
Não quando a angústia é tudo que tenho.
Não.
Não quando aquilo que quero já é meu.
Não quando meus sonhos são atingíveis.
Não quando procuro respostas.

A vida vive de dúvidas,
a alma se alimenta de motivos,
não de porquês,
não de limites.

A minha alma, meu deus,
deixa ela ficar comigo,
deixa ela dormir junto de mim
dentro do caixão
para eu ter um companhia eterna
nesse mundo que vai vir
que não sei como é
e tenho medo de saber - e de quem sabe.

Tudo que tenho nesta vida
são minhas faces - palavras ? -
e a minha ínfima dor
que pouco material
silábico me empresta.

Me resigno, porém,
pois adaptação é meu terceiro nome.
O segundo é marinho.
E, como mar, venho e vou,
fico roçando o seio da praia
num quase ser-e-não-ser.

E, não obstante tudo, quase esqueço:
Nada me salva tanto, meu senhor,
como um abraço e um cheiro
daquele - que é nosso, antes de mais nada -
amor.

15.9.05

Centésimo Trigésimo Segundo - I Wonder.

Eu imagino quem me lê.

Tu mesmo. Aí, do outro lado.

Beijos para você aí, que me lê.

Centésimo Trigésimo Primeiro - Dreams, baby.

Quanto vale o seu sonho ? Eu falo daquele maior, o grandão - "the big one" - aquele que nasceu com você e atravessou, latente, todas as etapas da sua existência. Quanto vale aquele ideal supremo, quase inatingível algumas vezes, que você sonha desde garotinha ?

Não pergunto para ficar sabendo. Lembra ? "Puxa, o que era mesmo que eu queria ser ?"

Pergunto porque papocou este questionamento na minha cabeça nesse instante, quando pensava em escrever outro post falando de como escrever. Me pareceu uma pergunta justa, e que todo leitor deve se perguntar sempre.

Observação: quem não lê, não tem pergunta, nem porquê, nem motivo.

Pergunto para que os sonhos retornem à sua vida, pelo menos o maior, o inesquecível. Aquele todo programado, cartesiano, divido em etapas. Ou simplesmente aquele que nasceu de uma epifania, totalmente claro, límpido como bumbum recém-lavado de nenêm, aquele que tem tudo para dar certo ou nasceu para deixar nunca de ser sonho.

Pergunto para que você se lembre daquela - aquela, lembra ? - imagem perdida do futuro, quando o presente é tudo que importa. Quando a gente batalhava para aprender a colocar os dois pés nos pedais sem cair, quando dar a curva andando de bicicleta era a maior pedra no nosso caminho, quando nunca havia lido uma poesia. Tempos em que não se precisava ler - nem de - poesia.

Eu pergunto qual o valor do seu sonho. Pergunto para saber se você iria para Auschwitz por ele, se lutaria no Araguaia, se atravessaria uma praia e sorveria o sal do oceano pelo seu sonho.

Pergunto para saber o quanto seu sonho é dono de você. O quanto ele lhe pertence.

Eu pergunto porque não posso evitar, nesse final de tarde, de pensar o quanto a minha vida teria sido mais fácil se o meu fardo escolhido não fosse um saco imenso - tão pequenino, não obstante - de palavras.

Beijos sonhadores.

14.9.05

Centésimo Trigésimo - Dinâmico, Efêmero.

Em tempo: lembrei-me do nome do outro livro do Caio. "Ovelha Negra."

Rapaz, quase que eu me desespero quando o Blogger mandou um aviso para mim, quando tentei entrar no meu painel e começar a postagem diária.

"Não há conteúdo no documento."

Isso umas trocentas vezes. E eu querendo escrever, tinha uma idéia tão legal, depois, quando eu me lembrar mostro para você, mas agora ela se perdeu nas profundezas mais áridas do meu inconsciente.

Por ora, é este pouquim aí em cima. Fugaz, deveras, mas mais tarde, mais.

Beijos rápidos.

Centésimo Vigésimo Nono - Para Mim.

Escrevo por puro e simples egoísmo. Para ver se consigo me livrar dessas minhas dores de cabeça e de dente, lá atrás, o siso. Fucking hell.

É como uma agulha bem fininha, atravessando a parte superior direita da minha cabeça, passando pelo meu crânio, pegando caminho pela minha gengiva operada, na parte anterior direita da minha boca e saindo pela mandíbula.

E não me esqueço das fucking pontadas. É o costureiro dando o ponto sem o nó, porque para doer assim, pelo amor de deus.

Mas para se livrar da dor, eu acredito, deve-se deixar de pensar nela, então, no espírito de relaxamento, boa-vontade e desespero pela minha saúde psicológica e bucal, eu mudo de assunto, drasticamente, neste post. Ainda bem que me lembrei de avisar ao leitor. Poderiam acontecer choques e até alguns colpasos nervosos, como os que eu venho tendo pelas madrugadas adentro nestas noites de meu deus. Mas isto seria valorizar-me deveras. Eu não sou Caio, sou mero caio. Assim mesmo, com erro ortográfico, nem mesmo nome próprio. Nome redondo esse caio, eita.

O Pedro Lyra é um poeta horrível. Céus. E um crítico pior ainda. Pelo que eu li dele, até agora. Deus me livre de escrever como esse homem, putz. Me desculpem os que gostaram do tal Desafio dele, mas, como o Carlos Augusto Viana - semideus - disse dele, certa vez, certa aula:

"Um livro de 340 páginas e nenhuma poesia. Como é que pode ?"

Pense o trabalho para encontrar o número de páginas desse fucking livro.

Pedro Lyra ? Sou mais meu xarazão, outro semideus, Caio Fernando Abreu. Se você, leitor, ainda não leu este que é um dos que nos salvam na e da noite, vá no Google e procure, porque eu não vou mais colocar o URL do site aqui não.

Falando no Caio - eu sou caio - adquirimos três livros dele: "Triângulo das Águas"; "Fragmentos" e o outro eu não me lembro o nome. Mas foi caro, pense. E - o que me deixou mais emputecido - são daquela coleção da L & PM Pocket. Ou seja, deveriam ser mais baratos ! Arriégua ! Dois livros desses saem por 27 mil contos de réis ? Absurdo.

Ele era astrólogo, além de escritor. Legal.

Vou-me, convalescente, como sempre, mas com cabeça e gengiva latejantes. Suplício que nunca finda. Vou-me embora, pro meu sono.

Beijos.

13.9.05

Centésimo Vigésimo Oitavo - Bé Isso ?

Quem é esse povo sem profile, sem blog, que fica comentando nos meus posts ? Arriégua.

A Gal Costa é linda. E ela também.

12.9.05

Centésimo Vigésimo Sétimo - Minhas Raízes Literárias II.

Primeiro eu ia fazer arqueologia. Isso com idade pequena, bem pequena. Depois, foi publicidade e propaganda, sabe-se lá por quê. Aí, veio música, e a música ficou por um bom tempo.

Daí, eu decidi - não me lembro o motivo, sinceramente - fazer as letras.

Meu deus. Pra quê, meu deus ?

Sim, eu tinha facilidade com gramática. Aliás, mentira. Tinha não. Só não me saía tão mal nas provas quanto meus amigos. Outros alunos da sala, que estudavam mais e sabiam mais, tiravam notas melhores.

Eu seguia pelo caminho da mediocridade. Nem bom, nem ruim. Médio. Sem me destacar pelas notas, com os escritos ainda ocultos sobre a asa do Corvo, com parca capacidade de raciocinar cientificamente. Andava pela sombra morna, sem medo do sol nem desejos difíceis.

Eu queria era brincar de pega-pega, esconde-esconde, joão-atrepa e outras brincadeiras hinfenizadas. E ler histórias em quadrinhos.

Pronto ! Olha só ! Acho que encontrei. Será possível que a gênese das minhas palavras se deram no leitura tão prazerosa das revistinhas da Turma da Mônica ? Nas HQs da DC e da Marvel ? Não lia revistas jornalísticas, nem jornal, lembro bem. Muito menos assistia algum jornal da televisão, ou novela, ou os filmes da sessão da tarde - nessa hora, eu brincava com meus primos.

Nunca fiz questão de testar meus conhecimentos sobre palavras, não gostava de estudar português ou treinava minha técnica de escrita, que nem deveria se chamar técnica, já que não havia escrita.

Minto novamente: gostava de estudar português. Bem pouquim, mas estava lá. O gozo pelo estudo, ainda em estado germinal, um girino de prazer pela leitura.

O que eu sei: a paixão tomou forma de paixão no último ano de escola, quando comprava livros e livros de gramática e literatura. Mas isso não responde ao que eu quero descobrir: o que tornou possível que essa paixão existisse, já que todo este blog e todos os meus poucos escritos são frutos dela.

Talvez continue.

Beijos.

Centésimo Vigésimo Sexto - Minhas Raízes Literárias I.

Leio. Sim.
Escrevo. Sim.

Não quero saber o porquê. Já me resignei. Não preciso de um motivo para escrever - como bem me ensinou o mestre Paulo Leminski.

Mas eu fiquei encucado sobre quando eu comecei a criar raízes nesse mundo de imagens e palavras. Quando diabos a literatura invadiu a minha vida, batendo o pé e dizendo "não saio, não saio, não saio" ? Eu quero saber.

Primeiro, aquilo que eu acredito: não se escreve bem sem ler.

A pessoa lê, lê muito. Bastante. Até ficar com a vista cansada, quase ofegante, precisando de um transplante de pulmões. Depois é que se escreve. Aliás, eu diria até que escrever é conseqüência de ler, nada mais. O mais importante é ler. E, como disse o Nelson Rodrigues, numa citação que eu peguei lá do Portal Releituras:

"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

Muito bem. Tem que ler pra escrever.

Agora eu faço uma confissão: nunca gostei dos livros paradidáticos do colégio. Pior, nunca gostei de lê-los.

E num lia mesmo. Tirava nota baixa, mas num lia. Só li alguns, e somente um eu gostei.

As palavras chegaram tarde na minha vida. Tenho 18 anos e 11 meses. Elas devem ter chegado lá por 2000 e pouco.

Tarde. Tardíssimo. Céus.

Eu procuro na minha memória, e chego na minha quinta ou quarta série, quando houve um concurso de poesias na minha sala, e os finalistas foram eu, com o poema "Se..." - o título descaradamente roubado de outro poema de um livro que minha mãe me mostrara - e um amigo meu, com o poema "Tarzan".

A votação fora popular. Ganhou este que vos fala. Acredito que até "V'xxxxxxe" de surpresa meus escritos ganharam.

Mas, depois disso, nada mais. O corvo de Poe instalara-se nas minhas palavras, exceto por alguns parcos elogios fraternos sobre algo que se soltara das minhas amarras mentais.

Continua.

Em tempo e a quem deseje: o dito livro que se salva é "Tio Robinson", de Mark Twain. Ainda o tenho. ^_^.

Centésimo Vigésimo Quinto - Um Conselho.

Minha gente, não se iludam dizendo que já não há mais coração.

O coração dos aflitos pipoca dentro do peito.

Caaalma, corações. ^_^

Beijos bola, bola, bola de balão.

11.9.05

Centésimo Vigésimo Quarto - Fora De Casa.

Deus do céu, quase que não consigo entrar nesse caralho de asa.

Havia me esquecido - completamente - que a minha conta é no Blogger.com, o servidor americano. Eu ainda tenho a minha conta no Blogger brasileiro, mas daí ele virou pago e eu nunca mais fui lá, nem me lembrava dessa conta. Queria apagar os blogs de lá - palavras menores devem permanecer guardadas, escondidas, sem ser lidas - mas num sei como é. Outra hora.

Não posto, que fique registrado, da minha casa. Por isso a procura pelo maledito nome de usuário e pela senha. Escrevo da casa do meu amor, enquanto espero meu macarrão com molho bolonhesa, vestindo uma roupa de sair. Deveríamos ter ido ao fucking TJA, mas o horário o olhamos errado.

Oh well. Nada melhor do que o cheiro de molho, carne, creme para pentear e amor algumas horas antes de dormir.

Beijos àqueles que acreditam. E aos incrédulos também.

Centésimo Vigésimo Terceiro - Valeu !

Eu quero agradecer ao mundo
pelo Tylex,
pelo Sonridor,
pelo Tylenol - favorito de muitos,
pelo Nisulide,
e pelo meu barquinho que vaga, vaga e vaga
nesse marzão azul.

Beijos convalescentes.

9.9.05

Centésimo Vigésimo Segundo - Eu amo. E Você ?

Amor não é guerra não. Amor é amor. E isso é bom.

Beijos amorosos.

XXX

Centésimo Vigésimo Primeiro - Das Melhores Invenções Da Humanidade.

A escrita.
O livro.
O computador.
A internet.
Tylenol.

Fucking beijos, cão.

Centésimo Vigésimo - Aprende, porra !

O escritor não pode se preocupar com os outros. Não enquanto escreve. Escrever é solidão. É silêncio. Ninguém por perto. Por quilômetros. Escrever é a escritora e o papel.

Ela não pode se preocupar com os outros: é debilitante, para a escrita. Preocupação causa bloqueio de inspiração. Ansiedade, desespero, roer de unhas, puxar de cabelos, respiração rápida. Bater excessivo de lápis na mesa, tap-tap-tap-tap-tap, incontrolável e insuportável.

Não se pode pensar nas outras pessoas enquanto se escreve. Vai-se escrever para elas - porque o escritor não escreve para si, escreve para outros, por isso é escritor - então que pense na matéria das palavras, no conteúdo de seus escritos, na qualidade de suas letras, no posicionamento de suas vírgulas, de suas reticências, de seus parágrafos - essenciais !.

O poeta é outra história, que eu não vou contar. Que conte algum poeta aí.

Beijos, porra.

Centésimo Décimo Nono - Outro Pensamento.

Eu tenho que parar de escrever.

Centésimo Décimo Oitavo - Aliás.

Nem isso, na verdade. Seria muita pretensão minha querer fazer parte de alguma poesia.

Sou uma palavra, solta. Reunião de letras, sons, com significado - não ter significado é especial. Fácil de traduzir, já traduzido, já decifrada, já escrita, já falada, já ouvida, já lida. Uma palavra assim, só ela, quase sozinha - solidão é especial. Sou nem isso, nem um verso do meio, não por exclusão social, não por glicosidade anal, não por pessimismo e não por modéstia. Não sou porque não sou. Só estou.

Centésimo Décimo Sétimo - Sou Um Verso Do Meio.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu sou um verso do meio. Tenho eira, tenho beira, tenho dinheiro, não faço parte da fuzarca do começo e não me chamaram para o final. Entrei sem querer na humanidade, não pedi pra participar e sou muito covarde pra tentar escapar. Não que faça alguma diferença: tem vários versos do meio ali, pra dar e vender de montão.

Centésimo Décimo Sexto - Blogs.

FUCKING YEY, PORRA ! Finalmente, depois de longos três dias, minha bochecha começou a desinchar. Puta que pariu, viu ?

Tem muito blog bom por aí. Gente que escreve arregaçadamente bem.

Todos linkados neste aqui escrevem bem, menos o Ítalo.

E é só porque ele não quer. Quando ele quer, ele escreve bem. Mas leia ele assim mesmo.

Enquanto isso, eu vou tomar a minha sopinha de carne com purê de batata.

Beijos.

8.9.05

Centésimo Décimo Quinto - Um Pensamento.

"O sonho maior da poesia é ser música."

CMR.

Usem e abusem.

Beijos.

Centésimo Décimo Quarto - Branco Na Memória.

Odeio que me digam o óbvio.

Menos - claro - se quem me disse for a poesia. Aí pode. Primeiro porque o óbvio da poesia é diferente do óbvio do resto mundo - óbvio. Segundo porque é poesia. E terceiro porque a poesia não diz o óbvio obviamente.

A poesia acorda na gente os sentimentos mais latentes. A gente lê poesia pra (se) emocionar, pra sentir, mas não pra jogar a nossa frustração lá - num tenho paciência de ler quando estou frustrado, sinceramente - jogar a frustração a gente joga em outra pessoa quando reclama, ou reprime, ou escreve e deixa no papel alguma parte do sentimento ruim.

Esse sentimento ruim, aliás - que fique sabendo quem não sabe - nunca vai embora de uma vez. Não são como os sentimentos bons, que basta a sensação bem-estar ir embora para eles chisparem junto. Com os maus, a gente pára de sentir dor física, mas a memória da dor física dói na mente, e fica doendo mentalmente.

Deve ter mais a se dizer, mas eu perdi o fio da meada.

Beijos esquecidos.

7.9.05

Centésimo Décimo Terceiro - Dor, De Novo.

"Posso prometer ser sincero, mas não imparcial".

Goethe

O marxismo foi dizer isso tanto tempo depois.

O conhecimento não se renova, nem a poesia. Quem muda é a gente.

E não, não somos metamorfoses ambulantes. Somos pessoas com dogmas que não trocamos por nada nesse mundo. Que nem Jesus.

Besos doloridos.

6.9.05

Centésimo Décimo Segundo - DOR !

Tenho certeza de que o inferno,
no seu mais profundo círculo,
é um eterno e doloroso
retirar de pré-molares.

Centésimo Décimo Primeiro - Estou Preocupado.

Yo soy un marrano.





Sin besos ahora.
Después, quizás, regresen.

5.9.05

Centésimo Décimo - De Nós E Das Mulheres.

Mó paia esse negócio de ser homem, ó. Mó paia mesmo. Prefiro ser mulher. Mas não faço a fucking operação nem a pau. É só desabafo de covarde insatifeito mesmo.

Homem é anjo torto,
mulher é anjo esbelto.

Homem tem acessórios corporais horríveis e pouco práticos, quase apêndices,
mulher tem tudo nos conformes.

Homem é ruim,
mulher é boa.

E sem falar que a alma de poetisa é melhor que a do poeta. Zefiní.

Beijos mulherescos - pela/para a Mulher e a mulher.

Centésimo Nono - Descobri A Adélia Prado. Ando Lendo Demais.

A Adélia Prado teve que morrer o pai dela pra ela encontrar a fala dela. Dela mesma, de mais ninguém.

"Até que um dia, propriamente após a morte do meu pai, começo a escrever torrencialmente e percebo uma fala minha, diversa da dos autores que amava. É isto, é a minha fala."

Tomara que ninguém tenha que perder a fucking vida pra eu encontrar a minha. Deus nos livre e guarde. Amém.

Beijos cheios de vida.

4.9.05

Centésimo Oitavo - Protege-te.

"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo."

Livro Dos Salmos.

Desculpem a minha ignorãnça. Não sei quem escreveu.

Centésimo Sétimo - Manchetes E Outras Coisas.

Na VEJA:

O "MENSALINHO" DE SEVERINO

"O deputado cobrava propina de 10.000 reais por mês do restaurante da Câmara dos Deputados."

Restaurante ? Ceús.

E isso é um blog: tenho que falar de mim.

Eu sei que a norma padrão do português diz que tem que ser "ter de", embora escreva mais "ter que".
Eu estou com dor de cabeça. Ainda. Tomara que passe.
Férias continuam. E UFC entrará de greve.

E eu continuo amando o meu amor.

Besos.

Centésimo Sexto - Dos Mestres.

Eu leio
os mestres.
Todo mundo deve ler
os mestres.
Não se palavra bem sem
os mestres.
Quem com palavra fere, leu
os mestres.

Porque o Verbo só se torna carne através da poesia.

3.9.05

Centésimo Quinto - She's Such A Dirty Bitch.

Todo mundo deve - é dever cívico - assistir o "South Park: Longer, Bigger and Uncut." Fantástico. Melhor musical - é musical ? - do século 20. Pau a pau com o Team America. Fodido, fi. Vá lá, alugue, divirta-se a ria depois que entender a piada do título.

.^.^.

2.9.05

Centésimo Quarto - É Muito Poesia, Fi.

Estou lendo muito poesia.
Tenho que parar um pouquim.
Estou me ouvindo nas palavras dos outros.
E as minhas eu nem encontro mais.
Vou começar a falar por citações.
E as minhas, cadê ?

"Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixei beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter porquê ?"

Paulo Leminski.

Centésimo Terceiro - Fortuna Crítica.

Não gosto de ser babado, mas não tem como evitar a inflação do ego com elogios vindos de quem a gente gosta.

Coloco só uma parte do depoimento da Mandinha, porque tô com preguiça de colocar todo - não, se copiar e colar estrambelha o post todim - e o resto ficaria ininteligível e eu teria que explicar a história toda.

Céus, eu realmente não dô pra escritor. Preguiçoso e otimista. Vou ficar no meu magistério e no amor que é o melhor que eu faço.

"Aprecio a tua capacidade de Amar e, assim, ser Amado."

Amanda Maron

Beijos.

1.9.05

Centésimo Segundo - Not Now.

Agora não é hora de escrever.

Centésimo Primeiro - De Mim E Daqueles Que Valem A Pena.

Faltou eu colocar o "Sexagésimo Segundo" nesse blog. E ele ficará para todo o sempre perdido.

Lendo meu blog de rabo a cabo, notei que evolui bem pouco. Muito menos do que achava que tinha melhorado. E fiquei triste. Mas me resignei. De volta à prancheta.

Postei umas três, ou duas, ou quatro poesias durante estes agora quatro meses de blogagem e me sinto bem com todas elas. Estão gravadas no meu HD, junto com as outras poucas que não estão aqui. Talvez ainda. Talvez nunca saiam do meu baú. Talvez profanem meus escritos e publiquem-nos em outro lugar que não aqui. Não que eu me incomode: o problema é se forem lidos. É perda de tempo. Tem palavras melhores por aí.

Recomendo - como sempre, os mesmos escritores de sempre - A Cecilinha, o Artur Eduardo Benevides, o Fernando Pessoa, o Rubem Alves, o Drummond, o Fábio Rocha, a Suyá Lóssio, a Carla Mirella, a Tatiana - desculpe, Tati, não sei teu sobrenome - A Ju, o Manoel Bandeira, o Soares Feitosa e o Caio Fernando Abreu. E o Octavio Paz ! Em espanhol mesmo ! Ah, e todas as mulheres linkadas neste blog. Todas elas merecem ter suas palavras lidas por você. Vai lá ! Chispa !

E prometo tentar parar de reclamar que não mereço ser lido. Você que está aqui ao menos tem que ter uma experiência legal, já que estou tomando teu fucking tempo.

^^.

Beijos.

Centésimo - Eu Quero Escrever !

Essas faltas do que falar, talvez esquecimento, são foda, ó. Vem tudo de uma vez e obriga a gente a falar sobre nada. E vai enrolando, e enrolando, e enrolando. Arriégua. Fico indignado.

E eu ainda tinha uma idéia mó legal pra fugir dessa crise - que nem é crise mesmo. E já me esqueci. Maldita memória.

Rapaz, o que era mesmo ?

Ah, sim ! Era algo assim.

Eu quero escrever, mas não agora. Quer dizer, eu quero escrever. Agora. Mas não dá pra escrever agora. Tenho que ler mais. E escrever mais. Pra só então escrever do jeito que eu quero. A minha escrita não é essa. Quer dizer, é. Mas não é. Ainda não é como ela vai ser, e ela vai ser de outro jeito - se deus quiser. Eu quero escrever como o Drummond, como o Rubem Alves, como a Cecilinha - principalmente como ela ! Deixa deus ! Obséquio ! - e como o Pessoa - esse eu num vou nem pedir: é abusar da paciência do todo-poderoso.

Ah, céus. A gente escreve e poeta, mas de que vale ? O Caio Fernando Abreu tinha essas crises poético-existenciais ? "Pra quê escrever se a escrita não muda nada ? Pra quê, se minhas palavras não vão mudar nada no Zaire ?"

Era algo assim. Daí o terapista dele - porque ele fazia terapia - alertava ele que "Não ! Não pare de escrever ! Quando os cientistas de 2010 forem fazer uma pesquisa sobre como as pessoas pensavam em tempos passados, eles não vão olhar pros outros cientistas: vão olhar pros escritores, ficcionistas, pros poetas. Vocês são os biógrafos a emoção."

Novamente, não foi exatamente o que ele disse, mas foi bem parecido. Na page do Caio Fernando tem bem explicadim. Ó o link:

http://caio.itgo.com/

Pronto. Disto isto tudo aí em cima, só me resta envelhecer e esperar a boa escrita chegar. Forçar num funciona. E eu só pego no tranco.

Beijos.

31.8.05

Nonagésimo Nono - Do Meu Dia.

Fiz a restauração dos meus dentes. Tirei o tártaro dum dente lá de trás. Vi o meu amor. Peguei minha carteira de estudante de volta. Entreguei a carta pro meu amor. Baixei o "Balls To Picasso", do Bruce Dickinson todim. Ah, e tomei o ovomaltine do Bob's. At last. Tardo, mas não falho.

Beijos.

30.8.05

Nonagésimo Oitavo - Das Roupas.

Não posso, terminantemente, de maneira nenhuma, sair de casa - aliás, nem em casa mesmo - vestir alguma roupa clara. Não sou eu. Me sinto mal, descolado dentro do meu corpo, é nojento. Deus me livre. Nunca mais coloco uma camisa azul clara e um calção marrom.

Ah, e calções também não são comigo. Prefiro calças longas e sapatos. Por mim, eu andava todo fechado. E com o cabelo arrumado. E a barba tirada.

Tenho que mudar meu perfil no orkut. Lá tem "Aparência: atraente." Onde, céus, eu estava com a cabeça ?

29.8.05

Nonagésimo Sétimo - Pelo Prazer Das Epígrafes.

Todas do meu xará, Caio Fernando Abreu.

"Sexo é na cabeça: você não consegue nunca. Sexo é só na imaginação. Você goza com aquilo que imagina que te dá o gozo, não com uma pessoa real, entendeu? Você goza sempre com o que tá na sua cabeça, não com quem tá na cama. Sexo é mentira, sexo é loucura, sexo é sozinho, boy."

"Todo esse pessoal da preto e cabelo arrepiadinho sorri pra você porque você é igual a eles. Se pintar uma festa, te dão um toque, mesmo sem te conhecer. Isso é rodar na roda, meu bem."

"Essa roda girando girando sem parar. Olha bem: quem roda nela? As mocinhas que querem casar, os mocinhos a fim de grana pra comprar um carro, os executivozinhos a fim de poder e dólares, os casais de saco cheio um do outro, mas segurando umas. Estar fora da roda é não segurar nenhuma, não querer nada."

"A gente teve uma hora que parecia que ia dar certo. Ia dar, ia dar. sabe quando vai dar? Pra vocês, nem isso. A gente teve a ilusão, mas vocês chegaram depois que mataram a ilusão da gente. Tava tudo morto quando você nasceu, boy, e eu já era puta velha."

"Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada."

http://caio.itgo.com/

Nonagésimo Sexto - Faça O Que Eu Digo, Não Faça O Que Eu Faço.

Lembrem-se, crianças:

"Antes de P e B, usem sempre M."

Nonagésimo Quinto - Deles.

Deve funcionar desse jeito: quem tem muitos amigos...Hum...

Eu simplesmente não entendo as pessoas que tem muitos amigos.

Eu tenho poucos. Deve ser a minha preguiça de socializar. Tenho menos ainda o que me veriam chorando. Menos ainda os que eu permitiria me verem chorando.

Reclamo para muitos. Me importo de reclamar para poucos. Fico de triste de reclamar para menos ainda.

Eu tenho amigos que gostam de mim. Tenho amigos com o senso de humor parecido com o meu. Tem outros que riem de coisas que eu não entendo. Tem outros que contam piadas muito grandes. Tem alguns que eu gosto de só ouvir ele falando e me deliciar, como um sorvete da Kibon.

Tem amigos que eu gosto de ter por perto. Tem amigos que eu faço questão que estejam comigo em alguns lugares. Somente um eu quero todo tempo, o tempo todo.

Não tenho irmãos de sangue. Cresci com meus primos. São meus irmãos. Não sei muita coisa sobre a vida dos meus amigos ou dos meus irmãos. Nem faço questão. Deveria fazer, mas - novamente - bate a minha preguiça de socialização. Isso já fechou e ainda vai fechar muitas portas pra mim.

Eu fico muito triste em não ter conhecido alguns amigos antes. Muito triste mesmo. São pessoas fantásticas, meu deus do céu e heaven ! Tem gente que merece ser amigo de todo mundo ! E deve ! Eu sou pessoa de poucos amigos: sou egocêntrico, sou sério, não sei conversar, não faço questão de conversar, gosto de silêncio, gosto de ler, gosto de escrever - tudo atividades solitárias. Gosto de acordar cedo, não faço questão de me alimentar bem, tenho cintura de mulher, beijo meus amigos, abraço eles - os que gostam e deixam - faço massagens horríveis, não sei dar conselhos e se começar a falar de mim, desenbesto, como agora. Desculpem.

Eu quero meus amigos, poucos. Se forem muitos, não vou saber organizá-los. Quero todos dentro da minha vida, que não é lá essas coisas de complicada. O nó tá em mim.

"O inferno são os outros."

Jean-Paul Sartre

São não, João. São não: São a gente. Eu e tu. Admite logo, daí mesmo do Além.

Beijos.

Nonagésimo Quarto - Por Mim, Eu Vivia Deitado Numa Rede.

Sempre que o escritor não tem nada para dizer, ele faz um metatexto.

Mas nem isso eu tô com saco de fazer.

Por mim, eu vivia de amor. Passava o dia no ócio, nem filosofar eu filosofava. Num estudava - só linguística textual - num fazia poesia: preguiça de escrever.

Eu queria viver numa rede, na praia. Na minha praia, é sempre de noite e o mar tá todo tempo tempo quebrando lá looonge. E o vento quando em vez sopra a rede pra lá e pra cá. E eu empurro com a ponta do pé o chão pra me balançar. Balançar eu e meu amor dentro da rede.

Não pode faltar o meu amor, óbvio: está mais do que implícito. É uma qualidade latente do meu ser já. Um dos pontos mais sub-reptícios da minha existência é meu amor e o meu amor.

Tem água potável - gelada e misturada - tem comida saudável, tem um bocado de porcaria pra comer. Tem amigos. Tem areia. Tem bebês fazendo caretas legais. Tem poetas, mas não sei se teria coragem suficiente pra apanhar algum escrito e ler: prefiro amar. Por mim, vivia de amor.
Por mim, vivia só eu e meu amor, vivendo de amor.

So good to be in love.
So good to love someone.
So good to be loved.
So good to just love.

28.8.05

Nonagésimo Terceiro - So Lick My Butt And Suck On My Balls !

McDonald's, fuck yeah !
Wal-Mart, fuck yeah !
The Gap, fuck yeah !
Baseball, fuck yeah !
NFL, fuck yeah !
Rock And Roll, fuck yeah !
The Internet, fuck yeah !
Slavery, fuck yeah !
Starbuck, fuck yeah !
Disneyworld, fuck yeah !
Porno, fuck yeah !
Valium, fuck yeah !
Reeboks, fuck yeah !
Fake Tits, fuck yeah !
Sushi, fuck yeah !
Taco Bell, fuck yeah !
Rodeos, fuck yeah !
Bed Bath And Beyond, fuck yeah !
Liberty, fuck yeah !
White Slips, fuck yeah !
The Alamo, fuck yeah !
Band-aids, fuck yeah !
Las Vegas, fuck yeah !
Christmas, fuck yeah !
Immigrants, fuck yeah !
Poppeye, fuck yeah !
Democrats, fuck yeah !
Republicans, fuck yeah !

27.8.05

Nonagésimo Segundo - Artur Eduardo Benevides.

É oficial: estou viciado no poeta nordestino do título. Bicho fuderônico de mais de bom de metro. Ó só a terceira parte - minha preferida até agora - do "Da Poesia" dele.

"3.

Todo poema é triste. E sobreexiste
para que os plenilúnios banhem os infortúnios
e Dionisos recrie perdidos paraísos
ou o inesperado
não doa qual visão da sombra do enforcado."

A poesia prepara a gente pra vida.
A poesia conforta a vida da gente.
A poesia ativa o nosso conhecimento declarativo, e lembre a gente daquilo que ainda não foi.

Besos.

Nonagésimo Primeiro - Fala, Garcia Lorca.

Diz que chegaram pro Federico Garcia Lorca - que eu ainda nunca li - e pediram pra ele falar de poesia. Ele estendeu as duas mãos abertas e soltou:

"Yo no puedo, yo no sé hablar sobre poesia.
Yo la tengo aqui en mis manos, sé que está
Quemando mi piel, pero no lo sé o que és."

Nonagésimo - Das Comunidades No Orkut.

Saí de um mói das minhas comunidades no orkut. Sou uma pessoa organizada.

Se deus deixar, vou ser um excelente professor de português.
Se o meu amor deixar, vou continuar amando o meu amor.

Beijos, peoples.
Beijos.

25.8.05

Octogésimo Nono - Bem Me Queres.

O Drummond falou da terra dele. Sei pra quê. Num gosto nem um pouco da minha cidade, nem do meu estado, nem do meu país.

O povo é gente fina.

.^.^.

Ah ! E Caio = Poetry, music and some laughs.

24.8.05

Octogésimo Oitavo - Me Perdoem.

Desculpem, eu não sei o que faço reclamando, tendo alguém pra me abraçar. Desculpem.

Octogésimo Sexto - Sai De Mim, Eu Mesmo.

Eu não quero mais eu mesmo.
Eu quero uma lágrima, mas não a minha.
Eu quero um desejo, mas não o meu.
Eu quero uma música, mas não sobre mim.
Eu não me quero mais.
Eu me conformo.
Eu me resigno.
Eu só falo de mim.
Eu só falo daquilo que eu sei.
Eu sou covarde.
Não me quero mais. Não pra mim.
Não me desejo pra ninguém.
Deus me livre de mim.
Por favor.

Octogésimo Quinto - Saiam, Saiam ! Corram ! Salvem Suas Almas !

Eu não sei pra quê eu escrevo. Perder tempo me lendo e perder o tempo - pouco tempo - que se tem pra ler o Pessoa, o Rubem Alves, o Airton Monte, a Cecilinha, o Drummond, a Hilda Hilst, o Soares Feitosa, o Manoel - Manel ! - Bandeira, meu povo.

Parem de me ler, por obséquio. Para o bem de vocês. Vão fazer algo com as suas vistas, melhor que gastar em mim que não falo de amor como o Drummond, que não tenho a poesia didática do Rubem Alves, que não tenho o leveza do Airton Monte, não tenho a habilidade poética nem o exercício da prática de nenhum deles. Não sou poeta, acima de tudo. Só quero ser. Não tenho qualquer coisa da Hilda em mim, não tenho os maravilhosos surtos de inspiração do Soares e não vou nem falar do Manoel. Nem do Pessoa.

Deus livre vocês das minhas palavras. Deus sabe que não vou parar de escrever aqui: corro perigo de surtar ou ter um AVC, que deus me livre. Então corram, meus caros, corram, vocês que me lêem ! Corram para os garanhões ! Não precisam de um jumento batizado quando se tem um cavalo de corrida profissional, bem tratado, de raça, bons dentes !

Por tudo que é mais sagrado ! Ainda estás aqui, criatura ! Vai-te embora ! Vai de ré ! Vai ler, vai estudar, vai ver um filme, vai se masturbar, vai masturbar alguém, vai transar, vai fumar, vai beber, vai usar drogas, vai fazer um fanzine, vai acreditar em ti que é o melhor que tu faz ! Subescrita deve morrer ilegida. E eu nem sei se essa palavra existe.

Octogésimo Quarto - Dos Meus Desejos.

Eu não quero mais minha
angústia
que eu não sei de onde vem.

Eu quero a minha saudade - aquela ausência que está em mim.
Eu sei de onde ela vem,
E dou graças aos céus por ter
saudade
e ser capaz de sentir
saudade.

Eu não quero minha raiva: dá úlcera.
Eu não quero fazer prova: quem precisa saber se eu sei sou somente eu mesmo.

Eu quero não precisar reclamar: ouvido dos outros não é penico pra eu urinar minhas reclamações.

Eu quero um abraço.
Bem fortão.
Pra apertar pra fora a minha angústia besta.

Eu quero escrever poesia,
Mas não poesia pra extravasar.
Verbalizar minhas preocupações eu verbalizo em outro canto.
A minha poesia eu quero que seja
boa e gostosa
De ler.
Como é a do Rubem Alves,
Do Drummond,
Do Pessoa e
Da Cecilinha.
E ainda o Airton Monte.
Eu quero tanta coisa, meu deus.
Tanta coisa.
Não queria querer tanta coisa,
Desejar demais é viver de menos, infelizmente.
Olha aí: melancolia já apareceu.
Esquece isso: desejar demais é ter motivos para viver.
E viver é
Bom.
Bom demais.
Os mortos que me perdoem,
Mas viveza é essencial.
E poesia idem.

Octogésimo Terceiro - Conclusões.

Eu odeio a UECE.
Eu odeio os professores da UECE, menos a Jesus.
Eu odeio a administração da UECE.
Eu odeio a administração do CH.
Eu odeio meu curso de Letras.
Eu odeio quem cagou o pau no meu curso de Letras.
Eu odeio quem diz que o meu curso de Letras é bom.
Eu odeio a coordenação do meu curso de Letras.
Eu odeio quem gosta do meu curso de Letras.
Eu sempre vou levar uma marca de ódio, cólera e ressentimento pela Teoria da Literatura.
Eu sempre vou sentir o mais belo e profundo ódio pelo meu professor de Teoria da Literatura.

Enfim, eu devia ter feito UFC.
E eu odeio quem me diz que me avisou.

Vão todos se fuderem e me deixem só com meus botões e meu amor. Tudo que me importa. Ah, e deus também.

23.8.05

Octogésimo Segundo - Prostituta Linguística.

Puta que porra. Vou ter que me transvestir de prostituta linguística pra passar. Vão se fuder todos os fukcing professores universitários.

Eat my shit.

01. Conceito de "mimese" em Platão e Aristóteles.

Aí, pegando TUDO que os dois filósofos falaram sobre a mimese - segundo o professor que não sabe NADA de filosofia - Platão falou sobre seu conceito que dividia o universo em mundo sensível e mundo das idéias. Este mundo das idéias é onde estavam os ARQUÉTIPOS - termo JUNGIANO, PEOPLE ! PLATÃO NUNCA FALOU EM ARQUÉTIPOS ! - que seriam os objetos reais, enquanto que, no mundo sensível, existiriam apenas as imagens falsas, as projeções, como num espelho. As imitações das verdadeiras coisas do mundo das idéias. Platão falou - again, segundo o professor que é burro e não sabe ensinar - que a Arte é uma mentira, porque ela é imitação das imitações do mundo das idéias.

Aristóteles, ao contrário, dizia que o artista, através de uma técnica, representava, e não imitava, a realidade. O filósofo, além deste conceito de mimese, trabalhou com a idéia de catarse. Compreendia-a como a purgação, a limpeza da alma, após o sujeito ter ido ao teatro e assistido uma peça trágica, onde ele sentia medo - pelo que acontecia no palco, pelas situações temerosas que se apresentavam - e alívio, já que podia ver seus sentimentos serem externalizados pelos atores. A catarse seria esse alívio, que seria uma das características do pensamento aristotélico.

Pronto. Falei, falei e não disse nada. "Falou em Aristóteles, você tem que falar em catarse !" Vá se foder, porra ! A questão não pede isso !

Affe, tenho paciência de postar as outras respostas não. Vá se foder.

E LEITOR DÁ SENTIDO AO FUCKING TEXTO, PORRA ! VAI LER UM LIVRO INTEIRO !

Octogésimo Primeiro - Algo De Eu.

Mais uma coisa sobre mim: sou consistente e gosto de ler cartas.

Beijos.

21.8.05

Octogésimo - Me Desculpem.

Eu nunca comi/bebi Ovomaltine.
Nem sabia que isso existia.

O que é, afinal ? É tipo um mousse ? É assim que se escreve múci ?

Num sei onde vende.
Sei que tem gosto de chocolate.

Septuagésimo Nono - Poeta Criança.

A poesia não pode ser levada a sério. Agora eu me toquei. O Drummond falava que ela tinha que ser trabalhada. Sim, mas não levada a sério. Você não vai se matar pela poesia.

Aliás, até vai. É uma forma - uma das grandes - de expressar seu amor por algo: dar sua vida. Morrer por um ideal é muito bonito, ainda mais se for pra morrer pela poesia.

Mas poesia não é trabalho. Poesia não se paga pra fazer, poeta não é proletariado, o trabalho não é alienado. Deus nos livre e guarde de ser ! Deus me livre de algum dia receber pra fazer poesia ! Receber pela poesia, tudo bem. Dinheiro é dinheiro. Agora, receber para produzir poesia, nã. Me desculpe. Dinheiro não vale a minha alma.

Alma de poeta ainda. Poeta criança. Que poeta pouco.

Alma de poetisa é melhor. A mulher sempre sabe falar melhor o que o homem não sabe articular através desse sistema de signos do Saussure.

Septuagésimo Oitavo - Desisto, Senhor.

Tão ruim ficar segurando a pieguice, senhoras e senhores. Melhor estravasá-la. Mas não o farei por minhas palavras, prefiro deixar o Baleiro falar por mim.

Ah, e eu também sou um bobão nojento e piegas. A diferença é que eu não falo muito. ^^.

"Comigo

Você vai comigo aonde eu for
Você vai bem se vem comigo
Serei teu amigo e teu bem
Fica bem mas fica só comigo

Quando o sol se vai a lua amarela
Fica colada no céu cheia de estrela
Se essa lua fosse minha
Ninguém chegava perto dela
A não ser eu e você
Ah, eu pagava pra ver
Nós dois num cavalo de ogum
Nós juntos parecendo um

Na lua, na rua, na nasa, em casa
Brasa da boca de um dragão."

Zeca Baleiro

Ah, meu amor, e o poeta sem um pedaço de papel ! Lua que dá até pra ver São Jorge é bom demais !

Beijos.

Septuagésimo Sétimo - Rubem, Rubem, Meu Velho.

Vala me Cristo redentor.

Dito isto, passemos à religião. ^^.

Ah, como é bom ouvir - porque ler é dizer em voz alta o que está escrito, saiba disso - o que o Rubem Alves fala sobre o sentido da vida e esta religião nossa.

"O sentido da vida é um sentimento."

Sabe quando você está com alguém e tudo parece certo naquele instante, embora você saiba que existem problemas imediatos na sua vida ? Você sente a certeza do momento e a beleza do sentido da vida, quando ele lhe toca, com a mão da esperança.

A questão é se acreditamos nesse sentimento existencial. Claro. Pois tudo que podemos fazer é acreditar. Deus existe ? Não sei, responde o padre. Mas eu desejo muito que ele exista. Daí eu pego esse meu desejo e coloco minha vida nele. Isso é a religião. Não é ter a certeza de Deus: é sentir e acreditar nessa certeza.

Beijos.

19.8.05

Septuagésimo Sexto - Carlos e Rubens.

Não entendo o porquê do Drummond ver o amor dessa forma dele.

Ah, e Rubem Alves continua o homi. "O Que É Religião ?", dele. Fantárdigo.

17.8.05

Septuagésimo Quinto - Da Liberdade Do Pessoa.

"Toda a verdade do mundo

Tão bom ter que estudar
e ter um abraço pra não deixar."

CMR.

16.8.05

Septuagésimo Quarto - De Uma Coisa Que O Saussure Disse.

O Saussure disse um bocado de coisa. Disse que o signo é arbitrário. Disse que langue é um sistema de signos. Disse que debaixo do discurso poético existe um outro discurso, que age na cabeça do leitor.

Ele também disse que os signos se definem pelo que eles NÃO são.

Se eu digo gato, você não vai pensar num computador. Você vai pensar naquele animal peludo, felino e tal.

Por quê diabos ele disse isso ? Quer dizer que toda vez que alguém diz algo, a gente compara com todas as outras palavras que a gente conhece até chegar a conclusão de que "é, não é nenhuma dessas, então deve ser essa." ?

Yup. A gente faz isso mesmo. Não é a mente algo simplesmente filho da puta de fantástico ?

Septuagésimo Terceiro - Do Signo II.

O signo tem duas caras - como o vilão do Batman:

O significante e o significado.

A imagem acústica e o conceito. O som psíquico e a idéia.

Muito bem. Significado é bem simples, mas tem um negócio.

Existem o conceito e o referente, beleza ? Referente é o "a quem se refere."

Conceito é a idéia. Referente é o a quem essa idéia se refere. O conceito é imaterial, o referente é material.

Existe o conceito de gato e existe o a quem esse conceito de gato se refere.

Logicamente, o conceito de gato se refere ao gato animal, com quatro patas, rabo, bigodes, orelhas levantadas, corpo esguio, sobe nos muros, mia, olhos que brilham no escuro e tal e tal.

Belesma de baunilha.

Muito bem. Estas são as "propriedades" do signo. Aqueles negócios que tornam o signo diferente das outras coisas que não são signos. Aquilo que - em linguagem filosófica - "torna um signo um signo."

Em tempo, signo é sinônimo - tem o significado parecido - de "sinal", de "símbolo."

Septuagésimo Segundo - Do Signo I.

Seguinte, meu caro pupilo.

Existe um conceito, uma categoria linguística, chamada de "signo". Ele não possui existência material. Você não pode pegar no signo. Ele é "imaterial".

Agora, o signo tem um negócio chamado de "imagem acústica". Essa "imagem acústica" é uma das duas características dele - a outra é o significado do signo.

Imagem acústica: é a imagem que fazemos do som em nosso cérebro.

Ora, mas aí eu digo "Som é ouvido, não é visto ! Como ver a imagem do som ?"

O que acontece é que o signo tem um pacto com o nosso cérebro. Um pacto para tornar a nossa comunicação e a nossa linguagem mais eficientes.

Por exemplo, se eu - que nasci e vivi em Fortaleza - digo "titia" com o T chiado e o meu irmão que mora no rio Grande do Norte e foi criado lá diz "titia" com a língua pegando no céu da boca, todo mundo vai entender que nós estamos falando da mesma pessoa: a irmã da nossa mãe ou do nosso pai.

Embora a pronúncia seja diferente, a imagem acústica que nós formamos do signo "titia" permanece em nosso cérebro. Ela não é o significado, cuidado ! Significado é conceito - a quem o signo se refere - imagem acústica é som psíquico - como o som do signo se manifesta no nosso cérebro e lembra a gente do conceito associado àquele som.

Complicado, mas Linguística é legal por isso. ^^.

Septuagésimo Primeiro - Gal E Tom.

Ah, que quando tem prova eu não gosto.

Tem prova de Teoria da Literatura.
Tem prova de Semântica e Pragmática.
Tem prova de Latim.
Tem prova de Teorias Linguísticas.
Tem prova de Produção Textual em Língua Portuguesa.

Eu preciso daquele beijo do Jobim. Tem que ser beijado pela Gal Costa.

15.8.05

Septuagésimo - De ouvidos e bocas.

Seguinte.
Existem dois tipo de pessoas: os ouvidos, que ouvem; as bocas, que bocam. Quem é boca, pode ser ouvido, quem é ouvido pode bocar. Não são categorias excludentes, são categorizações dialéticas da alma.
Quem é ouvido, ouve. Ah ! E existem as vocações ! Lógico ! Tem gente que é como o Príncipe Charles e nasceu pra ser ouvido. Mas divago. Quem é ouvido - voltando - ouve. Ouve reclamações, ouve pedidos, ouve perguntas, ouve respostas, ouve comentários, ouve poesia, ouve lágrimas, ouve soluços, ouve histórias, ouve outros ouvidos. Mas ouvido é ouvido, meu caro. E não fala. Quem dá conselho é boca.
Quem boca, quem possui a habilidade/vocação para a bocagem, boca e se sente bem ao bocar. Boca, logicamente, aos ouvidos. Bem simples. Boca da vida, boca da morte, boca das entrelinhas, boca dos amores - como bocam as bocas sobre o amores, meu deus ! - bocam de desenhos, bocam da família, bocam de cachinhos, bocam das melenas. Bocam sobre outras bocas que não param de bocar. Mas não é hipocrisia. todo mundo precisa bocar aqui e ali, pelo menos. Não tem ouvido que aguente ser ouvido vinte e quatro horas, sete dias por semana - até nos fucking domingos ! Céus !
O importante é saber que existe um - ou mais - ouvido só pra você, te esperando, aguardando suas bocagens. Podem até ser escassas, mas, ah, como é bom ser boca pra quem gosta de ser ouvido, meu caro. Como é bom.

Sexagésimo Nono - Do Drummond.

Comprei uma Antologia Poética dele. Ainda não li toda, mas este é um dos melhores dele. Rubem Alves cita que dá nojo. Ó só.

Ausência

Por muito tempo achei que ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, esse ausência assimilada,
ninguém rouba mais de mim.

Fantástico, Drummond. Absolutamente.

Sexagésimo Oitavo - Pessoa, Pessoa.

Você quer entender poesia ? Quer entender textos ? Quer entender segmentos linguísticos permeados de coerência ? Quer entender os signos semióticos ? Pois leia a "Nota Preliminar" do "Mensagem", transcrito por este escriba.
Transcrito é porra. Vou colocar o URL e você vai lá no Jornal olhar. Mais negócio. Menos dedos.

14.8.05

Sexagésimo Sétimo - A Sorte Do Orkut.

Sorte de hoje:
Você tem um novo negócio importante em fase de desenvolvimento
Valeu, orkut. Mais uma vez, você acertou.
Tem coisas que eu só consigo fazer sozinho.
Ler, escrever.
Só essas duas. Pensar e beijar dá pra fazer em duetos. ^^.

Sexagésimo Sexto - The True Form Of Fucking Beauty.

"We are the true believers
It's our turn to show the worldI
n the fire of heavy metal we were burned
It's more than our religion it's the only way to live
But the enemies of metal we can't forgive"

- "The Gods Made Heavy Metal", do Manowar.

Isso é lindo, cara. Fucking true, fucking beautiful.

Sexagésimo Quinto - Daquilo Que É True. Bem Hail And Kill.

Todo mundo tem que ouvir Manowar.
Todo mundo tem que ler Rubem Alves.
Todo mundo tem que encontrar Seu Amor do nada no shopping aldeota, depois de uma tarde triste.
Todo mundo tem que ouvir heavy fukcing metal.
Todo mundo tem que ler Pessoa.
E Cecília.
E Chico.
E Airton.
E Carlos Augusto, porque o homi é o homi.
E zefiní.

12.8.05

Sexagésimo Quarto - Qualquer Coisa.

Peegunte a si mesmo se você precisa ser salvo.
Pergunte a si mesmo se você pode enfrentar esta vida sozinho.
Pergunte a si mesmo se você está nu e longe de casa.
Save me. Don't let me face my life alone.

10.8.05

Sexagésimo Terceiro - Daquilo Que Eu Preciso.

Eu preciso de um abraço bem egoísta. Só pra mim.
Sem culpa e sem remorso.
Eu quero poder ficar apertando até os dedos ficarem roxos.
É disso que eu preciso.

8.8.05

Sexagésimo Primeiro - Da Arte, Do Que Ela É.

Essa foi uma pesquisa que este blogueiro realizou no começo do ano. "O que é arte ?" é o questionamento e saí perguntando pra quem aparecia no meio da rua, no CH, no banheiro, na sala de aula.
Aproveitem. Tem respostas bem legais.
"O Que É Arte ?"
1. É a expressão da individualidade humana.
2. É aquilo que motiva o homem, desautomatiza-o, faz o homem pensar.
3. É uma maneira sensível de transmitir os sentimentos.
4. É a manifestação da minha abstração (subjetividade) do âmago da minha alma.
5. É a manifestação do pensamento humano, é a expressão do belo.
6. Sem definição.
7. É uma das formas de se expressar.
8. É a expressão do espírito.
9. É a representação da beleza na visão de uma pessoa, de um artista.
10. É a expressão do que está dentro de cada um.
11. É expressão.
12. é o meu pensamento.
13. Não sei.
14. É dizer uma coisa de uma jeito diferente.
15. É uma coisa boa e instrutiva pro homem.
16. É uma manifestação de um comportamento e da realidade interna ou externa ao artista.
17. É tudo, depende do que você pensa.
18. Não sei.
19. É uma forma de se expressar.
20. Não sei.
21. Tudo que a pessoa faz é arte.
22. Não sei.
23. Não há definição.
24. É a forma de expressar o que você é, o que os outros são e como você regae aos outros.
25. É algo criativo.
26. É uma forma de expressar o subjetivo.
27. É expressão.
28. É o dom.
29. É o que eu quero que seja.
30. Não sei.
31. É qualquer forma de expressão.
32. É algo que transcende sua alma para algo pleno.
33. É uma maneira de você expressar seus sentimentos.
34. É qualquer forma de expressar.
35. É a recriação do mundo sensível através de signos.
36. É uma forma de expressão.
37. É a expressão mais profunda de todos os nossos sentimentos.
38. É uma das manifestações do pensamento.
39. É a reinvenção da realidade pelo homem.
40. Não sei.
41. É a manifestação do belo.
42. É um dom natural e cultural que a pessoa tem de se expressar.
43. É qualquer maneira que você tem de se expressar.
44. É a expressão dos sentimentos do ser humano.
45. É o vômito dos sentimentos sem nenhum tipo de interesse (financeiro, persuasivo ou qualquer outro) a não ser o interesse expressivo.
46. É a expressão de uma idéia de uma autor ou de um grupo de pessoas, perpassada pela estética.
47. É tudo que te leva apensar.
48. É toda forma de expressão do homem a qual quer passar uma informação.
49. É a capacidade de transmitir o belo.
50. Qualquer coisa é arte, depende da visão de cada um.
51. É uma pessoa que sabe fazer alguma coisa, como artesanato.
52.É a forma do homem extravasar o que há de mais interior nele, que ele não pode, normalmente, por causa da repressão social.
53. É representar parte de você de maneira extraordinária, não comum.
54. Reproduzir a beleza do universo - sendo que a beleza seria a ordem da realidade - feita através da intuição.
55. É você, é o homem.
56. É algo que tira o homem do cotidiano, que permite que ele abstraia o trabalho mais com a sensibilidade.
57. É a externalização dos sentimentos mais inerentes da psique humana, em forma de expressão das mais variadas vertentes.
58. Não sei.
59. É a capacidade criativa do ser humano.
60. É um dissílabo.
61. Não sei.
62. É a expressão cultural de um povo.
63. É a vida.
64. Não sei.
65. É toda expressão da natureza humana, da essência.
66. Não sei.
67. É uma manifestação da criatividade humana.
68. É um dom que cada pessoa tem, dado por Deus, para vivermos conforme esse talento e o usarmos para sobreviver.
69. É uma amostra do contexto histórico social e econômico.
70. É cultura.
71. É tudo aquilo que eu adquiro através do conhecimento como filmes, pesquisas, conhecimentos gerais; é cultura.
72. Não tem a menor idéia.
73. É trabalho.
74. É viver.
75. É arte.
76. É cultura.
77. É um impulso humano, o ser humano é naturalmente propenso à arte.
78. É o coral.
79. É a construção de mundos que não existem, mas que estão em estreita relação com o nosso.
80. É um culto religioso sem religião.
81. Manifestação dos sentimentos humanos através de "uma" linguagem universal.
82. Manifestação dos sentimentos, críticas, idéias abstratas dentre outros.
83. "A minha Arte é a Biologia."
84. A técnica em todas as atividades praticadas pelo homem.
85. É expressão.
86. É um tipo de expressão, tem de ser feita para si mesmo.
87. Não sei.
88. Não sei.
89. Não sei.
90. não sei.
91. É a manifestação do sentimento através da palavra.
92. É aquilo que a pessoa faz com criatividade, com imaginação.
93. Não sei.
94. É uma obra artística.
95. É uma forma de transmissão de sentimentos.
96. O que eu acho bonito.
97. É tudo que você faz que tenha beleza; beleza: tudo que lhe agrada os olhos.
98. Arte é tudo aquilo que o homemusa para se expressar sobre qualquer coisa.
99. É tudo aquilo que instrui, educa e embeleza a vida.
100. Não tem resposta para isso ! Afinal, é a visão de cada um.
101. Expressão do chakra, ki ou cosmo de cada um. (minha preferida.)
102. É uma maneira de descrever o que você pensa.
103. É toda forma de expresão, com objetivo, mesmo que esse objetivo seja não ter obejtivo.
104. É um retrato interior de uma pessoa.
105. É uma das formas de expressão.
106. Não tem definição.
107. É um conceito cultural e mutável.
108. É a arte.
109. É qualquer construção humana baseada numa técnica determinada.
110. Expressão da subjetividade humana, dentro de uma certa estética.
111. É algo queimpressione os sentidos, que chame a atenção.
112. É a tua vida.
113. É uma maneira ideal de fazer alguma coisa.
114. É a realização de obras e projetos com satisfação espiritual, pessoal e coletiva. A Arte é, portanto, a habilidade, independente do seu nível de graduação, de realizar e, assim, realizar-se, realizando.
115. A expressão da cultura de uma sociedade.
116. Éa expressão maior da sensibilidade do indivíduo.
117. É a expressão de um sentimento.
Acabou, affe ! Trabalhão pra escrever todas. E ainda teve um bocado que respondeu "era o que eu fazia quando menino que o meu pai brigava" e ainda teve uma interessante: cheguei para o vigia do CH da UECE e perguntei a ele a pergunta maldita.
"Sou vigia."
"Mas, sim, o que é arte ?" insisiti.
"Não, não. Sou vigia."
E fui-me embora.

Sexagésimo - Ai, meu pai ! Uma rede !

Os comunistas querem o comunismo.
Os empresários querem o capitalismo.
Os democratas querem a democracia.
O Rubem Alves quer um jardim.
Eu quero uma rede. Com um ventim. Não pode ser brisa, nem furacão: tem que ser ventim. Ventim bom. Tem que ser - além de ventim - bom.

7.8.05

Quinquagésimo Nono - Causo.

Macho.
Diz que estava voltando eu e minha mãe pra casa. Daí começamos a sentir cheiro de gasolina. Puta que pariu.
"É dentro do carro ?"
"Snif. Acho que é."
"Vala me deus."
Daí, depois de um tempo, um senhor parou na nossa frente e olhou o cano de escapamento dele, que estava todo tronxo.
"Ah, vinha do carro da frente. Graças a deus."
Mas diz aí que o bicho num começou a sair fumaça ?
"Sai ! Sai ! Sai !"
Daí as duas crianças e o senhor chisparam do veículo, mas o velho ainda tentava desligar a lataria. Um Palio, eu acho. Só não tão velho quando seu dono.
Aí começou a putaria. Era as crianças falando que "Eu vi ! Explodiu e saiu fumaça !"
Daí o bicho espocou e todo mundo saiu de perto. Pegaram os extintores dos outros carros - que o pobre do homem, coitado, seu carro não tinha nenhum - e eu "Vala me deus, mamãe ! Deixa eu pegar o daqui !" Mas ela "Nããããõ ! Jeito nenhum !"
Daí um cara - graças aos céus - apareceu pedindo encarecidamente que a gente desse o nosso - pequeno, por sinal - extintor. Eu nem sabia como tirava, mas era só uma tira que prendia, daí foi fácil, mas no sufoco, a gente perde 25 % das nossas funções motoras.
Daí foi uma chuva de fumaça branca do caralho de massa ! O extintor da gente acabou num instante e nem deu pra apagar o carro, que papocou de novo ! Aí a galera começou a jogar água na frente e todo mundo olhando e - por incrível e inacreditável que possa parecer - eu não me lembro de ninguém buzinando. Impressionante.
O sinal abriu e fechou umas três vezes.
"Mamãe, passa logo ! O bicho num vai explodir não !"
Não explodiu. Graças aos céus.

Quinquagésimo Oitavo - Piada IV.

Diz que a mulher ligou pro hospital gritando desesperada.
- Alô ?
- Doutor, me ajuda, pelo amor de Deus ! Meu filho ! O ouvido dele estourou e tá saindo pus direto !
- Tá certo. A senhora não mexa, que senão só vai piorar. Nada de cotonete, nada de água, nada de lavar, que o menino pode ficar moco. Pra criança, só Tylenol já basta, pra passar a dor.
Meia-hora depois, a mãe liga de novo.
- Doutor ! Me ajuda ! Já pinguei 20 vezes no ouvido do menino e a dor não passa !
True Story. Really.

Quinquagésimo Sétimo - New Glasses, Baby.

Incrível como a gente encontra algo que faz sentido nos lugares mais inusitados e impensáveis.
Recebi esse e-mail de um amigo meu.
Ops. Apaguei sem querer. ^^".
Faz mal não. Estou de óculos novo e conteúdo para estudar.
O Paulo Freire disse - e eu sei porque o Camelo dizia isso tods aula - que a gente só aprende aquilo que nos dá prazer ou aquilo que leva ao prazer. Graças aos céus eu gosto de linguística e de literatura, se não eu já deveria ter me matado há algum tempo.
Caio out.

Quinquagésimo Sexto - Dos Vícios II.

Já falei de vícios. Nem me lembro o que escrevi. Nem porque.
O negócio é que fazem mal, mas vocês quer mais, porque faz bem.
Putz grila.

Quinquagésimo Quinto - Do Ouvido.

É a vocação pra ouvido. Entenda bem: não é talento. Talento se manifesta nem que você não queira. Vocação é potencialidade, dá pra fazer algo em que você é bom e gostar daquilo.
Ah, mas se for assim, "gostar daquilo", então não é "vocação" pra ouvido.
Mas deixemos assim. Entendível está.
Eu não acho ruim. Não me entenda mal: eu gosto. Adoro. Não vivo sem bocas. não vivo sem vozes. Dos outros. A minha cansa rápido e não fala muito. Fala o que não precisa ser dito e tenta dizer o que nem a poesia consegue dizer. A boca minha estpa obsoleta. O ouvido, a orelha, o tímpano, o labirinto e toda essa aparelhagem auditiva está funcionando a mil, vinte e quatro horas, sete dias por semana.
E não me entenda mal. Eu não me canso.
Aliás, canso sim. Mas eu sei que me canso. É diferente. Eu sei - geralmente - quando eu vou me cansar. Dá tempo de se preparar psicologicamente para a reposição de ouvido, quando se coloca um ouvido para ouvir as nossas. Mas daí o negócio é silencioso, sub-repitício, quase ilegal. Ouvido foi feito pra escutar. Ouvido não fala. Falar é crime.
Num tópico completamente contrário, ela ligou só pra perturbar. Graças a deus.

5.8.05

Quinquagésimo Quarto

Eu deveria ter colocado os tremas nos quinquagésimos dos títulos. Mas agora já foi. Dá muito trabalho editar posts.
Rubem Alves continua sendo o homem.
Tristania e Kreator. Poder.
Vou passar em Teorias Linguísticas e Semântica e Pragmática. Que bom.
"Porque metal é evolução."

- Manel
Out que tenho de escrever uma crônica.

3.8.05

Quinquagésimo Terceiro - Pensamentos Sincrônicos, Diacrônicos, Xiitas E Sexuais.

Eu quero fazer sexo com o "Coesão e Coerência Textuais." E olha que o livro é teórico. Porra de livro das coxonas gostosas de ler.
E como eu não o maior exemplo de monogamia do mundo, também anseio pelo "Aula de Português". Teórico. Padrão ? Não me importo. ^^.
Rubem Alves - está confirmado - é um dos homens. Ele tá junto dos grandes frasistas - quem faz frases legais - como o Millôr, o Oscar, o Glauco e o Mustaine.
O Garfield não. Essse tá num nível muito superior.
Nem os caras do Monty Python. Eles também estão num outro level psíquico de mentalidade subjetiva.
Lembrete: o Eric Idle - a mãe do Brian em "A Vida de Brian" - NÃO é o Gene Wilder - o Willy Wonka na "Fábrica" original. Beleza.
Débito em conta cai na hora na conta ou não, porra ? Maldito cartão de crédito. Odeio ter que assinar aquele papelzim e ter dinheiro que não posso usar no banco. Raios duplos.