Mostrando postagens com marcador caio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caio. Mostrar todas as postagens

14.8.08

4 dias depois.

4 dias depois deste post aqui embaixo, o Bandeira Ao Vento fechou. E eu só fui descobrir agora.

Juro que me deu um nó na garganta e eu tive que levar à boca a mão: olhos arregalados e tudo.

Dizer que era um bom blog seria idiotice: era um excelente blog: de longe o melhor que conhecia, e ao qual sempre retornava, mesmo quando esta blogosfera me dava nos nervos e minhas palavras viajavam para longe. Leiam-no, leiam-no, leiam-no.

Não custa nada repetir: Bandeira Ao Vento, leiam, que emagrece.

***

Sob os auspícios da finalidade, também digo que este blog já deu o gás que tinha que dar: três anos mais ou menos - três-mais-ou-menos anos - de contos minúsculos com número definido de palavras, pensamentos enumerados, enumerações éticas, one-liners, dezenas de citações e um vídeo do Yu-yu-yu-Tubí. Nada mal para quem não queria ficar "blogando" no meio do mundo, hein, Su?

Há-de se prestar atenção ao pronome: disse que este blog não dá mais pé: outro blog venho formulando em minha cabeça. Tem até nome já.

No mais, deixo um aviso no header sobre a duração do que passou-se aqui, um link para as próximas palavras e um abraço. Lembre-se: o problema está sempre entre a tela e cadeira.

Caio.

***

Edit: Eu sempre quis saber como era escrever debaixo de um pseudônimo, então, aqueles versos do "Fernando Augusto" ali mais embaixo são meus. Enganei alguém?

***

Edit: Novo blog. Ist gut fur dich!

21.1.08

no ônibus

No ônibus, perto já de minha parada, atravessando a catraca, sou abordado pelo trocador:

- Ei, cara, "silêncio" é polissílaba?

Baseando meus pensamentos no latim, respondo prontamente:

- Sim, é polissílaba.

Ele, contudo, elabora:

- Tem certeza? Não é trissílaba, não?

Lembro-me de meus ensinamentos gramaticais: não existem palavras quadrissílabas ou pentassílabas. Corrijo-me:

- Sim, é trissílaba. Por isso o acento: paroxítona terminada em ditongo crescente.

Ao que ele me agradeceu, confirmando assim que seu gabarito estava incorreto. Imagino, contudo, se estudasse eu matemática, perguntaria-me ele sobre a soma dos ângulos de um triângulo equilátero, ou sobre a bomba de potássio, caso biologia fosse meu curso.

3.1.08

googlagem

Atormentado pela gramática, procurei por faz-se unhas no Google e descobri que, fortuitamente, este site é o terceiro mais visitado quando se googla por faz-se unhas: estou atrás da Wikipédia e da Sociedade de Assitência aos Cegos; à frente, contudo, da ArtEditora e do Mais Bahia.

27.12.07

sonhei que estava em nova york

e o chão era todo de bolinhas. sério.

24.11.07

não, não desfiz a conta

Achei isto perdido numa pasta do meu computador: não sei o que significa. Provavelmente, não deve significar nada; talvez, uma brincadeira tentando fazer algo como aquele poema do Robert Frost com os bosques e as promessas e tudo o mais. O título do arquivo é "lua amarelada". Sem caps lock mesmo.

A lua amarelada, por detrás das nuvens,
me avisa que ainda é cedo demais.
E percebo
que ainda é cedo
demais

12.8.07

lágrimas de s. lourenço

A constelação de Perseu esta associada a um fenómeno que é citado há mais de 2000 anos, uma chuva de estrelas que em 1835 Quetelet mostrou ser um fenómeno regular. De facto, uma das mais famosas e popularmente conhecidas chuvas de estrelas anuais é a das Perseidas, assim chamadas pelo seu radiante na constelação de Perseu, que acontece com um máximo de intensidade ou pico por volta de 10-12 de Agosto. O fenómeno é por isso chamado as Lágrimas de S. Lourenço, em homenagem ao santo festejado a 10 de Agosto.¹

***

Em todo o Mundo cristão, existem muitas igrejas dedicadas a este santo. Geralmente, as estátuas dele apresentam uma grelha (instrumento que lhe causou a morte) e uma Bíblia nas suas mãos.

É comemorado no dia 10 de Agosto.
²


***
01. In De Rerum Natura
02. In Wikipedia

19.7.07

a convite

Todo de terninho e gravatinha no blog dos outros: parece gente. Ide!

7.7.07

meu segundo assalto

Diz que estávamos eu e amigo meu a ir para nossas casas depois de uma tarde de RPG. Subindo a rua, uma criatura ultrapassa-nos pedalando sua bicicleta e, determinada hora, pára. Após mais alguns passos, aproximamo-nos dele:

"Tu vai, tu fica, viu, fela da puta, viu? Tu vai e tu fica." - eu ficava, meu amigo ia.

Eu nem tinha atinado pra situação, só quando o cabra da bicicleta disse:

"Ei, tô falando contigo, cara, ei, tô falando contigo!" - Aí eu olhei, e vi meu amigo já atravessando a rua. "Aí, mano, só quero o celular e o dinheiro, tá ligado, só o celular e o dinheiro!" Ah, um assalto. "Tu num corre não, hein, cara! Num corre não, senão eu atiro nele, hein, num corre não!"

Ele tinha os olhos arregalados e ofegantes. Resignado, já havia enfiado a mão no bolso pra entregar o celular, quando dei uma bisoiada nas vestes do meu assaltante: camisa de time, calção apertado e preto; uma das mãos apontando pra mim, a outra no guidom da bicicleta. Aparentemente, sem nenhuma saliência que escondesse uma arma. Sem a menor vontade de entregar meus haveres a outrem, indaguei, todo-me-tremendo:

"Cadê essa arma, cara?"

Ele parou um momento. E disse:

"Pode ir, cara! Foi só um aviso, viu, playboyzim! Vai lá, vai! Te pego depois, fela da puta!"

E eu fui-me, de volta para casa. De celular e com o um real na carteira.

2.7.07

Arrumei minha pasta de favoritos: agora tem mais pastas e menos sites avulsos. "E daí?" - pergunta alguém. (Talvez a minha vozinha de dentro.)

É um passo primeiro para eu arrumar a minha vida.

13.6.07

silêncio

Pode ser o abrigo dos secos de palavras, das carnes sem sangue, dos olhos sem humor vítreo, dos fetos sem placenta, dos pré-molares sem arcada dentária, dos blogueiros que já postaram todo dia e agora já cansaram.

Pode ser também a desculpa dos preguiçosos: lirismo tem limite.

10.6.07

I wanna go away.

Just a little bit. For a little while.

4.6.07

Pela puta que pariu

Bem, bem: lá se vamos nós: de novo.

24.4.07

no espírito de diarizar o blog

Acabaram-se (quase) as torturas acadêmicas desta minha vida: falta apenas a professora (que tem os braços mais claros do que o rosto) de Estilística mandar a minha dupla refazer o trabalho (como da última vez).

Esta que corre é a última semana do semestre (que deveria ter terminado ano passado: o semestre, não a semana), e vai-se esvaindo modorrenta e agonizante: o envelhecido Centro de Humanidades da UECE não agüenta mais ninguém pesando naquelas paredes descoloridas, principalmente o povo de Letras, que por algum (inexplicável) motivo, é sempre o último a sair.

***

A vida vai bem, obrigado: faltei o psicólogo semana passada por dormir demais; passei em todas as cadeiras so far; arranjei briga com o bar em frente do qual eu me encontrava, semana passada (que bobada, caio!) e coisas interessantes happened (you know what I mean, babies...)

***

Comecei o Madame Bovary hoje, porque me dei conta de que tem livros que todo mundo analisa na porra do meu curso, e, das duas, uma: ou eu cometo suicídio intelectual ou renuncio à minha liberdade - pouco utilizada, verdade (que vergonha, caio!) - leiturística.

Pois bem, que seja: a book is a book.

***

Hugs and kisses,'cause the world is not beautiful.

10.4.07

caio, novamente e again outra vez

Com a licença sua,

Pensei numa palavra e me veio rimbobar. Devo ser o mesmo que trovejar, fazer barulho, muito e grande.

Agora aos meus sentimentos, criptologicamente expressos, que tem de haver o mínino de boniteza para que as palavras comecem em catarse, e terminem em outra coisa, não-minha e, de preferência, longe de mim.

Principío minhas lamúrias falando que não sei responder quando me perguntam e aí? como está? Não me há observação de mim mesmo e o pronome oblíquo faz-se presente, roubando a abertura; não me olho, em busca de algo que esteja, para ser contado; não faço isso, não sei por quê. Não acho difícil falar de mim, mas responder a dita cuja parece algo tão longíquo de onde me concentro - ou encontro - encontro implica convergência, unidade: e o que há neste corpo de tão inexorável e involuntário que não me deixa a sós comigo mesmo? Prossigo, em primeira pessoa.

Há os trabalhos de faculdade. Não desejo fazê-los, já disse. Me estressam, crio aftas, me canso, faço coisas deste tipo, coisas que não gosto de fazer: esse tipo de coisa que não gosto de fazer é para isso que tenho o psicólogo. Não me agradam trabalhos de faculdade, ou provas, ou testes que me analisam. Não gosto de olhos em cima de mim. Só dos meus e dos dos meus.

Essa brincadeira dos tags é legal demais: é o resto disto daqui, sendo outra coisa.

Estou em busca da face perfeita: na verdade, faço minha barba toda semana, moldando, shaping trezentos e cincoenta caios diferentes.

O que me lembra que o Fernando Pessoa é o David Bowie da poesia.

Textos meus-meus são, assim, curtinhos, pois a catarse é envergonhada e não sai destilada.

Obrigado e volte sempre, que nem sempre é assim.