29.7.07

26.07.07

Adultos se esquecem de como as crianças pensam na morte.

20.7.07

No espírito de linkar (vou transformar isso em trocadilho daqui a cinco linhas) este blog com as realidades subjacentes e da minha idéia de começar a acompanhar o Jornal Nacional, visto que minha mãe estava em Guarulhos quando do acidente no aeroporto logo ao lado, coloco os links (viu?) para os blogs do José Paulo Kupfer, sobre o acidente em Congonhas, e do Pedro Doria, sobre a morte do baiano ACM.

Ambos eram do NoMínimo, que acabou porque era doce.

19.7.07

mais atualizações

O blogueiro encontrou-se num estado de zen-meditation e resolveu escrever-se um conto de três parágrafos. Única e exclusivamente para não perder o hábito de ouvir o tec-tec do teclado.

letargia

Ainda é muito cedo pra admitir que estou levando minha vida como se estivesse de férias-mas-sem-coragem-de-admitir?

a convite

Todo de terninho e gravatinha no blog dos outros: parece gente. Ide!

11.7.07

collaborative non-linear story writing

Novlet is a web application designed to support collaborative writing of non-linear stories in any language. With Novlet you will be able to read stories written by other users, create your own ones, and choose the plot you like most from several alternatives.

Supimpa, hein? Eu já me cadastrei e até escrevi uma passagem modesta. Ide!

babylon

groan: gemido; suspiro; mugido; berro

"Gemido" e "berro" juntos? Djabéisso?

7.7.07

meu segundo assalto

Diz que estávamos eu e amigo meu a ir para nossas casas depois de uma tarde de RPG. Subindo a rua, uma criatura ultrapassa-nos pedalando sua bicicleta e, determinada hora, pára. Após mais alguns passos, aproximamo-nos dele:

"Tu vai, tu fica, viu, fela da puta, viu? Tu vai e tu fica." - eu ficava, meu amigo ia.

Eu nem tinha atinado pra situação, só quando o cabra da bicicleta disse:

"Ei, tô falando contigo, cara, ei, tô falando contigo!" - Aí eu olhei, e vi meu amigo já atravessando a rua. "Aí, mano, só quero o celular e o dinheiro, tá ligado, só o celular e o dinheiro!" Ah, um assalto. "Tu num corre não, hein, cara! Num corre não, senão eu atiro nele, hein, num corre não!"

Ele tinha os olhos arregalados e ofegantes. Resignado, já havia enfiado a mão no bolso pra entregar o celular, quando dei uma bisoiada nas vestes do meu assaltante: camisa de time, calção apertado e preto; uma das mãos apontando pra mim, a outra no guidom da bicicleta. Aparentemente, sem nenhuma saliência que escondesse uma arma. Sem a menor vontade de entregar meus haveres a outrem, indaguei, todo-me-tremendo:

"Cadê essa arma, cara?"

Ele parou um momento. E disse:

"Pode ir, cara! Foi só um aviso, viu, playboyzim! Vai lá, vai! Te pego depois, fela da puta!"

E eu fui-me, de volta para casa. De celular e com o um real na carteira.

2.7.07

Arrumei minha pasta de favoritos: agora tem mais pastas e menos sites avulsos. "E daí?" - pergunta alguém. (Talvez a minha vozinha de dentro.)

É um passo primeiro para eu arrumar a minha vida.

29.6.07

Muitas pessoas vivem para o amor e a admiração, mas era pelo amor e pela admiração que deveríamos viver. Se alguém nos demonstrasse amor, deveríamos reconhecer que não somos dignos dele. Nenhuma pessoa é digna de ser amada.

***

Pode ter, de ocasião, o atrativo de um novo molho ou de uma colheita especial, mas os restos de um banquete apodrecem e os fundos das garrafas são amargos.

20.6.07

dez contos de dez palavras

O controle remoto, desleixado na cozinha, e a televisão chiando. // Um nome só afastaria o silêncio da beleza dela, cara. // Socou-o com toda a força para expelir o pedaço de frango. // Silvana soprou cinco besteiras no ar e ouviu um silvo sincero. // Fecharam a janela para impedir que seu último suspiro escapulisse. // Meu amor antigo jaz morto junto com meus óculos escuros. // Aquilo que não te matar, Bernardo, vai te fuder. // Bernardo quase que escapou do acidente que estava para fudê-lo. // Havia somente um lugar onde poderiam ter esquecido as passagens. // Para ser boa, nem toda estória precisa começar e terminar.

13.6.07

bom mesmo é licença pra falar da gente mesmo.

silêncio

Pode ser o abrigo dos secos de palavras, das carnes sem sangue, dos olhos sem humor vítreo, dos fetos sem placenta, dos pré-molares sem arcada dentária, dos blogueiros que já postaram todo dia e agora já cansaram.

Pode ser também a desculpa dos preguiçosos: lirismo tem limite.

10.6.07

I wanna go away.

Just a little bit. For a little while.

4.6.07

Pela puta que pariu

Bem, bem: lá se vamos nós: de novo.

19.5.07

- Ei, mulher, o povo do gueto mandou avisar que vai rolar a festa.
- Pois eu tô nem aí.

10.5.07

Mister Sun, don't you take away my Virginia-a

6.5.07

Ninguém esperava uma confrontação entre o Sol e a Lua, mas aconteceu que, certa vez, ambos reuniram-se no topo de um prédio, cobertos pelo céu roxo arroxeado; ele vestia-se com uma toga vermelha a cobrir-lhe metade do torso; e ela de terno, olhos e cabelos negros que preenchiam toda a extensão da cobertura do edifício. O Sol sorriu e olhou para a Lua, que detinha-se de pé, os braços retos e imóveis ao lado do corpo, o rosto inescrutável.

- Que anseias?
- Tu sabes tratar-se, certamente, da mesma querela primeva, cavaleiro negro.

A Lua suspirou, olhando para o chão.

- E dos mesmos nomes.
- Desejava que o encontro permanecesse puro e intocado, mesmo a antiga etiqueta.

O vento do norte soprou mais uma vez. O Sol continuou, sorrindo e andando pelo parapeito.

- A primeira disputa foi, inesperadamente ... interrompida.
- O cavaleiro branco interviu, sim.

O dia rendia-se à noite, mas Dia não levantava-se de sua cadeira: observava, nada mais faria, aqueles dois brigando por momentos dentro dos corações dos homens. O crepúsculo afundava no horizonte.

ai, ai

essa noite pós-chuva: silenciosamente fria.

5.5.07

andando e olhando

Hoje eu vi um fusca rosa cheio de mulher, ó.