No ônibus, perto já de minha parada, atravessando a catraca, sou abordado pelo trocador:
- Ei, cara, "silêncio" é polissílaba?
Baseando meus pensamentos no latim, respondo prontamente:
- Sim, é polissílaba.
Ele, contudo, elabora:
- Tem certeza? Não é trissílaba, não?
Lembro-me de meus ensinamentos gramaticais: não existem palavras quadrissílabas ou pentassílabas. Corrijo-me:
- Sim, é trissílaba. Por isso o acento: paroxítona terminada em ditongo crescente.
Ao que ele me agradeceu, confirmando assim que seu gabarito estava incorreto. Imagino, contudo, se estudasse eu matemática, perguntaria-me ele sobre a soma dos ângulos de um triângulo equilátero, ou sobre a bomba de potássio, caso biologia fosse meu curso.
- Ei, cara, "silêncio" é polissílaba?
Baseando meus pensamentos no latim, respondo prontamente:
- Sim, é polissílaba.
Ele, contudo, elabora:
- Tem certeza? Não é trissílaba, não?
Lembro-me de meus ensinamentos gramaticais: não existem palavras quadrissílabas ou pentassílabas. Corrijo-me:
- Sim, é trissílaba. Por isso o acento: paroxítona terminada em ditongo crescente.
Ao que ele me agradeceu, confirmando assim que seu gabarito estava incorreto. Imagino, contudo, se estudasse eu matemática, perguntaria-me ele sobre a soma dos ângulos de um triângulo equilátero, ou sobre a bomba de potássio, caso biologia fosse meu curso.

